A Chapa 2 RESET propõe que o CAU/SP firme convênios de benefícios sociais, saúde e qualidade de vida para os profissionais, começando pelos jovens. É a proposta 112 do caderno. "Benefícios ao profissional" é o tema que mais aparece no levantamento da chapa com a base paulista, 51%, e convênio é competência direta do CAU/SP, com uma regra: recursos próprios e critérios públicos.
Usar o tamanho do CAU/SP para negociar, em nome da categoria, convênios de benefícios sociais, de saúde e de qualidade de vida: planos e serviços de saúde, atendimento psicológico, previdência complementar, seguro de responsabilidade profissional, educação continuada, cultura e esporte. Em condições que o profissional sozinho, principalmente o jovem autônomo, não consegue.
A proposta anda junto com a 108 (parcerias para softwares, equipamentos e serviços), a 111 (saúde mental e condições de trabalho), a 83 (plantões de orientação jurídica, contábil e tributária) e a 75 (critérios públicos e transparentes para convênios, parcerias e apoios).
Porque hoje o profissional paga R$ 762,11 de anuidade em 2026, mais R$ 131,04 por RRT, e a pergunta que ele faz é simples: o que eu recebo de volta? Fiscalização e registro são serviços reais, mas invisíveis no dia a dia. Convênio é visível. É a consulta que ficou mais barata, o seguro que o autônomo finalmente conseguiu pagar, o plano de saúde que o jovem sem carteira assinada não tinha.
No levantamento feito pela coordenação da chapa com a base de profissionais de São Paulo, "benefícios ao profissional" é o tema de 51% dos arquitetos e urbanistas, acima de qualquer outro. E o jovem é quem mais precisa: é o que está sem vínculo de emprego, sem plano da empresa e com a renda mais instável. O CAU/SP fala com 76.163 profissionais e responde por 27,4% da arrecadação nacional do sistema. Qualquer operadora, seguradora ou instituição de ensino quer esse público. O Conselho só precisa sentar à mesa com regras claras.
A competência é direta: a Lei 12.378/2010 autoriza o CAU/SP a firmar convênios com entidades públicas e privadas (art. 34, inciso XIV). A ressalva do §1º é a regra de ouro da proposta: convênio só com recursos próprios. Ou seja, o CAU/SP não paga plano de saúde para ninguém e não pode usar a anuidade para subsidiar fornecedor. O que ele faz é negociar condição e abrir a porta.
O que o CAU/SP não vai fazer: escolher parceiro sem edital, dar exclusividade, colocar logotipo de empresa como "parceiro oficial" ou gastar dinheiro da anuidade com benefício que só alguns usam. Convênio é porta aberta com regra pública. A decisão de usar é do profissional.
O Relatório de Gestão Integrado 2025 do CAU/SP registra 19 acordos de cooperação e 31 termos de fomento firmados no ano, com órgãos públicos e entidades, sem detalhar convênios de benefícios voltados ao profissional. A plataforma da Chapa 1 para 2026 não menciona convênios de saúde, benefícios ou qualidade de vida. Não encontramos, no site do CAU/SP, uma página de convênios de benefícios para a categoria. Se existir e não tivermos encontrado, corrigimos este artigo.
Convênios de benefícios sociais, saúde e qualidade de vida. Se faz sentido pra você, entre na rede da chapa e vote dia 5 de novembro.
Não. A Lei 12.378/2010 (art. 34, §1º) só permite convênio com recursos próprios, e usar a anuidade para subsidiar fornecedor seria irregular. A proposta é negociar condições melhores para a categoria, sem desembolso do Conselho.
Chamamento público, critérios publicados antes (proposta 75), sem exclusividade e com todos os convênios listados no site com as condições. A proposta 26, de política de integridade, cobre isso.
Não. Firmar convênios é competência do CAU/SP (art. 34, XIV). Se o CAU/BR tiver convênio nacional, o CAU/SP se soma; não precisa esperar.
Abrangência no interior e no litoral é critério do edital. Convênio que só funciona na capital não cumpre a regra.
