A Chapa 2 RESET propõe que o CAU/SP firme parcerias institucionais para que o profissional jovem tenha acesso a softwares, equipamentos e serviços em condições melhores do que conseguiria sozinho. É a proposta 108 do caderno e completa, para quem está começando, as propostas 16, 17 e 18 do eixo de tecnologia. Convênios são competência direta do CAU/SP, desde que sem custo escondido para o Conselho.
Firmar parcerias institucionais, com fabricantes de software, universidades, entidades técnicas e prestadores de serviço, para que o jovem profissional tenha acesso a ferramentas de trabalho em condições de preço e de licenciamento compatíveis com quem está começando. Inclui software de projeto e modelagem, equipamentos (plotagem, impressão, computação em nuvem) e serviços (hospedagem de arquivos, assinatura digital, certificação).
A proposta é a versão "início de carreira" de três propostas do eixo de tecnologia: a 16 (acesso a softwares, dados e ferramentas por parcerias institucionais), a 17 (canal de orientação sobre licenças e ferramentas livres) e a 18 (suporte a pequenos escritórios na modernização). E conversa com a 112 (convênios de benefícios sociais, saúde e qualidade de vida).
Porque o custo de abrir a porta de um escritório hoje é, antes de tudo, custo de licença. Uma assinatura anual de software de projeto pode custar mais do que a anuidade e vários RRTs juntos, e o jovem profissional costuma resolver isso de três formas ruins: pirataria (que é crime e risco de perda de arquivo), versão de estudante usada em trabalho pago (que viola a licença e pode gerar cobrança) ou ferramenta errada por ser a única gratuita. Nenhuma delas é digna de um profissional registrado.
O Conselho tem o que nenhum profissional sozinho tem: escala. São 76.163 profissionais no Colégio Eleitoral de São Paulo, e o CAU/SP responde por 27,4% da arrecadação nacional do sistema. Uma entidade desse tamanho senta à mesa com qualquer fornecedor. Não para comprar licença com dinheiro do Conselho, mas para negociar condição de acesso para a categoria inteira. E "benefícios ao profissional" é o tema que mais aparece no levantamento da coordenação da chapa com a base paulista: 51%.
A competência é direta: a Lei 12.378/2010 autoriza o CAU/SP a firmar convênios com entidades públicas e privadas (art. 34, inciso XIV). A ressalva do §1º do mesmo artigo é importante: convênio se custeia com recursos próprios do CAU/SP. Por isso a proposta é de parcerias sem desembolso do Conselho, em que o fornecedor oferece condição especial em troca de acesso institucional à categoria, com critérios públicos.
O que o CAU/SP não vai fazer: comprar licença para distribuir, indicar marca como "oficial" ou aceitar parceria sem critérios públicos. O Conselho abre a porta e publica a regra. A escolha é do profissional.
Em 2023, a chapa da atual gestão prometeu "BIM BR e descontos em software OpenBIM" (proposta 34 daquele ano). No levantamento feito pela coordenação da chapa em outubro de 2026, não localizamos no site do CAU/SP notícia de convênio de descontos em software, apenas divulgação de eventos. O Relatório de Gestão Integrado 2025 registra 19 acordos de cooperação e 31 termos de fomento firmados no ano, sem especificar parcerias de acesso a ferramentas para o profissional. A plataforma da Chapa 1 para 2026 fala em "reduzir barreiras de acesso ao conhecimento, às ferramentas e às oportunidades de desenvolvimento tecnológico" (proposta 14). Se existir convênio ativo e não tivermos encontrado, corrigimos este artigo.
Parcerias para acesso a softwares, equipamentos e serviços. Se faz sentido pra você, entre na rede da chapa e vote dia 5 de novembro.
Não. A Lei 12.378/2010 (art. 34, §1º) só permite convênio com recursos próprios, e comprar licença para 76 mil profissionais seria dinheiro da anuidade indo para fornecedor. A proposta é negociar condições de acesso com critérios públicos, sem desembolso do Conselho.
Com chamamento público aberto a qualquer fornecedor que cumpra as regras, critérios publicados (proposta 75) e sem exclusividade. O CAU/SP não indica marca, publica a lista de quem aderiu.
Não. Firmar convênios é competência do CAU/SP (art. 34, XIV). Se houver parceria nacional em andamento, o CAU/SP se soma a ela, mas não precisa esperar.
A proposta 17 cria um canal de orientação sobre ferramentas livres e gratuitas, e a fase 1 publica um painel delas. Ninguém é obrigado a usar o que o Conselho negociou.
