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Jovens · Proposta 108

Software e equipamento mais baratos: parcerias do CAU/SP para quem monta o escritório

Por Chapa 2 RESET · publicado em 14/10/2026 · atualizado em 14/10/2026 · leitura de 5 min
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Em resumo

A Chapa 2 RESET propõe que o CAU/SP firme parcerias institucionais para que o profissional jovem tenha acesso a softwares, equipamentos e serviços em condições melhores do que conseguiria sozinho. É a proposta 108 do caderno e completa, para quem está começando, as propostas 16, 17 e 18 do eixo de tecnologia. Convênios são competência direta do CAU/SP, desde que sem custo escondido para o Conselho.

Os 186 candidatos e candidatas da Chapa 2 RESET

O que a proposta diz?

Firmar parcerias institucionais, com fabricantes de software, universidades, entidades técnicas e prestadores de serviço, para que o jovem profissional tenha acesso a ferramentas de trabalho em condições de preço e de licenciamento compatíveis com quem está começando. Inclui software de projeto e modelagem, equipamentos (plotagem, impressão, computação em nuvem) e serviços (hospedagem de arquivos, assinatura digital, certificação).

A proposta é a versão "início de carreira" de três propostas do eixo de tecnologia: a 16 (acesso a softwares, dados e ferramentas por parcerias institucionais), a 17 (canal de orientação sobre licenças e ferramentas livres) e a 18 (suporte a pequenos escritórios na modernização). E conversa com a 112 (convênios de benefícios sociais, saúde e qualidade de vida).

Por que isso importa para quem está começando?

Porque o custo de abrir a porta de um escritório hoje é, antes de tudo, custo de licença. Uma assinatura anual de software de projeto pode custar mais do que a anuidade e vários RRTs juntos, e o jovem profissional costuma resolver isso de três formas ruins: pirataria (que é crime e risco de perda de arquivo), versão de estudante usada em trabalho pago (que viola a licença e pode gerar cobrança) ou ferramenta errada por ser a única gratuita. Nenhuma delas é digna de um profissional registrado.

O Conselho tem o que nenhum profissional sozinho tem: escala. São 76.163 profissionais no Colégio Eleitoral de São Paulo, e o CAU/SP responde por 27,4% da arrecadação nacional do sistema. Uma entidade desse tamanho senta à mesa com qualquer fornecedor. Não para comprar licença com dinheiro do Conselho, mas para negociar condição de acesso para a categoria inteira. E "benefícios ao profissional" é o tema que mais aparece no levantamento da coordenação da chapa com a base paulista: 51%.

Como funcionaria no CAU/SP?

A competência é direta: a Lei 12.378/2010 autoriza o CAU/SP a firmar convênios com entidades públicas e privadas (art. 34, inciso XIV). A ressalva do §1º do mesmo artigo é importante: convênio se custeia com recursos próprios do CAU/SP. Por isso a proposta é de parcerias sem desembolso do Conselho, em que o fornecedor oferece condição especial em troca de acesso institucional à categoria, com critérios públicos.

  • Fase 1, mapear e publicar: levantamento com a categoria das ferramentas mais usadas e mais caras, e publicação de um painel de ferramentas livres e gratuitas que já resolvem parte do trabalho (proposta 17). Sem custo.
  • Fase 2, chamamento público: edital aberto a fornecedores de software, equipamentos e serviços, com regras iguais para todos e critérios publicados (proposta 75): condição mínima de desconto ou licença, prazo, suporte em português e sem exclusividade. Quem cumprir, entra. Nada de parceiro único escolhido sem edital.
  • Fase 3, parcerias com universidades e entidades técnicas: laboratórios de BIM e modelagem abertos a profissionais registrados nos horários ociosos, nos 10 escritórios regionais e nas instituições conveniadas, para quem não tem máquina capaz de rodar os programas (ligado à proposta 15, de integração de BIM e automação).
  • Fase 4, orientação de licenciamento: módulo do programa de início de carreira (proposta 102) sobre o que é legal e o que não é no uso de software: versão de estudante, licença por assento, nuvem, e as consequências de pirataria para o profissional.

O que o CAU/SP não vai fazer: comprar licença para distribuir, indicar marca como "oficial" ou aceitar parceria sem critérios públicos. O Conselho abre a porta e publica a regra. A escolha é do profissional.

O que a gestão atual fez sobre isso?

Em 2023, a chapa da atual gestão prometeu "BIM BR e descontos em software OpenBIM" (proposta 34 daquele ano). No levantamento feito pela coordenação da chapa em outubro de 2026, não localizamos no site do CAU/SP notícia de convênio de descontos em software, apenas divulgação de eventos. O Relatório de Gestão Integrado 2025 registra 19 acordos de cooperação e 31 termos de fomento firmados no ano, sem especificar parcerias de acesso a ferramentas para o profissional. A plataforma da Chapa 1 para 2026 fala em "reduzir barreiras de acesso ao conhecimento, às ferramentas e às oportunidades de desenvolvimento tecnológico" (proposta 14). Se existir convênio ativo e não tivermos encontrado, corrigimos este artigo.

Essa é a proposta 108 da Chapa 2

Parcerias para acesso a softwares, equipamentos e serviços. Se faz sentido pra você, entre na rede da chapa e vote dia 5 de novembro.

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Perguntas que chegam sobre isso

O CAU vai pagar o software para mim?

Não. A Lei 12.378/2010 (art. 34, §1º) só permite convênio com recursos próprios, e comprar licença para 76 mil profissionais seria dinheiro da anuidade indo para fornecedor. A proposta é negociar condições de acesso com critérios públicos, sem desembolso do Conselho.

Como evitar que vire favorecimento de uma empresa?

Com chamamento público aberto a qualquer fornecedor que cumpra as regras, critérios publicados (proposta 75) e sem exclusividade. O CAU/SP não indica marca, publica a lista de quem aderiu.

Isso depende do CAU/BR?

Não. Firmar convênios é competência do CAU/SP (art. 34, XIV). Se houver parceria nacional em andamento, o CAU/SP se soma a ela, mas não precisa esperar.

E quem não quer software pago?

A proposta 17 cria um canal de orientação sobre ferramentas livres e gratuitas, e a fase 1 publica um painel delas. Ninguém é obrigado a usar o que o Conselho negociou.

Fontes

  • Caderno de propostas da Chapa 2 RESET (2026), propostas 108, 15, 16, 17, 18, 75, 102 e 112.
  • Lei 12.378/2010, art. 34, inciso XIV (convênios) e §1º (custeio com recursos próprios).
  • CAU/SP, Relatório de Gestão Integrado 2025 (transparencia.causp.gov.br): 19 acordos de cooperação e 31 termos de fomento; CAU/SP = 27,4% da arrecadação nacional.
  • Estratificação da base da categoria em São Paulo (coordenação da chapa, 13/10/2026): benefícios ao profissional, 51%; Colégio Eleitoral do CAU/SP 2026, 76.163 profissionais.
  • Site da chapa "CAU pra Toda Obra" (2023), proposta 34, cópia no Wayback Machine de 26/04/2024; Plataforma da Chapa 1 (2026), proposta 14.
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Chapa 2 RESETReconstrução, Escuta, Suporte, Equidade, Transparência. Eleições CAU/SP 2026. Responsável: Eder Roberto da Silva. Dúvidas: juridicochapareset@gmail.com

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