A Chapa 2 RESET propõe que o CAU/SP apoie a internacionalização da área acadêmica de Arquitetura e Urbanismo do estado: redes de pesquisa, intercâmbios e parcerias com instituições de outros países, sempre por convênio, com critérios públicos e recursos próprios. É a proposta 52 do caderno, a última do bloco "Professores e área acadêmica".
Fazer do CAU/SP uma ponte de internacionalização para professores, pesquisadores e estudantes de Arquitetura e Urbanismo do estado. Três instrumentos: redes (ligar grupos de pesquisa paulistas a grupos de outros países nos mesmos temas), intercâmbios (abrir caminho para professores e pesquisadores passarem períodos em instituições estrangeiras, e receberem colegas de fora) e parcerias (convênios do Conselho com conselhos, ordens e entidades de arquitetos de outros países que tenham programas de cooperação acadêmica).
A proposta 52 fecha o bloco "Professores e área acadêmica" e se liga à 43 (aproximar o CAU/SP das instituições de ensino), à 47 (pesquisas como produtos técnicos aplicados), à 49 (debater IA no ensino) e à 116 (intercâmbio entre gerações).
Porque internacionalização hoje é privilégio de poucas instituições. As grandes universidades públicas da capital têm acordos, bolsas e redes próprias. O professor de uma faculdade do interior, que pesquisa habitação social, patrimônio ou clima com a mesma seriedade, não tem porta de entrada. O Conselho, que representa os 76 mil profissionais do estado, pode ser essa porta, sem substituir as agências de fomento e sem escolher amigos. O que volta do intercâmbio não fica com o professor: vira aula, pesquisa aplicada e, pelo caminho da proposta 47, produto técnico para o estado.
A base legal está em duas competências do CAU/SP: firmar convênios com entidades públicas e privadas (Lei 12.378/2010, art. 34, inciso XIV) e representar os arquitetos em entidades não governamentais (inciso XII), sempre com recursos próprios (§1º). E na função geral de pugnar pelo aperfeiçoamento do exercício da profissão (art. 24, §1º). Intercâmbio acadêmico que volta como conhecimento aplicado no estado é aperfeiçoamento da profissão.
Os limites: o CAU/SP não é universidade nem agência de fomento. Não concede bolsa de estudo no exterior, não valida diploma, não negocia acordo acadêmico em nome de instituição. Ele conecta, formaliza convênio institucional, divulga chamadas e, quando houver orçamento aprovado para isso, custeia participação em redes com critérios públicos.
Qualquer gasto internacional do Conselho precisa de regra clara e prestação de contas aberta. A chapa assume isso como condição, não como detalhe.
A gestão atual teve presença internacional institucional: memorando de entendimento com o ONU-Habitat em março de 2024; participação na COP30, em Belém, em novembro de 2025, com a "Casa da Arquitetura e Urbanismo" e mais de 100 atividades, com R$ 850 mil executados de um orçamento de R$ 1,25 milhão; e missão ao congresso da União Internacional de Arquitetos em Barcelona, em 2026. A plataforma da chapa da situação em 2026 propõe "mobilizar redes de cooperação e intercâmbio" (proposta 47). Não encontramos registro público de programa do CAU/SP voltado a intercâmbio ou redes internacionais para professores e pesquisadores do estado. Se existir e não tivermos encontrado, corrigimos este artigo.
Internacionalização: redes, intercâmbios, parcerias. Se faz sentido pra você, entre na rede da chapa e vote dia 5 de novembro.
Não. Bolsa de estudo é das agências de fomento. O CAU/SP conecta, firma convênio institucional, divulga chamadas e, com rubrica aprovada e critérios públicos, pode apoiar participação em redes.
Chamada pública com pontuação publicada e resultado divulgado, com prioridade para o interior e para quem nunca teve acesso. Sem indicação direta.
Convênios e representação em entidades são competência do CAU/SP (art. 34, incisos XII e XIV). Acordos de âmbito nacional ficam com o CAU/BR.
As Fases 1 e 2 custam só trabalho de equipe. A Fase 3 depende de rubrica aprovada pelo Plenário, com recursos próprios e prestação de contas aberta.
