A Chapa 2 RESET propõe aproximar o CAU/SP das instituições de ensino de Arquitetura e Urbanismo do estado: canal permanente com coordenações de curso, presença do Conselho nas escolas e escuta dos professores. É a proposta 43, a primeira do bloco "Professores e área acadêmica". O CAU/SP não regula currículo, isso é do MEC e do CAU/BR; o que ele pode é orientar, se aproximar e fazer convênios.
Aproximar o CAU/SP das instituições de ensino de Arquitetura e Urbanismo do estado. Na prática: um canal permanente entre o Conselho e as coordenações de curso, presença regular do CAU/SP dentro das escolas (públicas e privadas, capital e interior) e um espaço de escuta dos professores, que hoje falam com o Conselho só como profissionais registrados, nunca como quem forma a categoria.
A proposta 43 abre o bloco "Professores e área acadêmica" do caderno (propostas 43 a 52) e se liga à 31 (parceria com entidades, instituições de ensino, associações e sindicatos), à 44 (valorizar docência, pesquisa e extensão) e à 46 (extensão curricularizada).
Porque a relação entre o Conselho e as escolas hoje é, na maior parte do tempo, uma relação de cadastro. O estudante conhece o CAU quando precisa do registro para começar a trabalhar. O professor conhece quando paga a anuidade. Entre uma coisa e outra, as escolas discutem currículo, estágio, extensão e inteligência artificial sem que o Conselho esteja na mesa, e o Conselho discute fiscalização, ética e mercado sem ouvir quem está formando os próximos 76 mil profissionais.
É importante dizer com clareza o que o CAU/SP pode e o que não pode. Autorizar, reconhecer e avaliar cursos superiores é competência do Ministério da Educação, pela Lei de Diretrizes e Bases (Lei 9.394/1996, art. 9º, inciso IX). As diretrizes curriculares do curso de Arquitetura e Urbanismo são do Conselho Nacional de Educação. O cadastro nacional das escolas e o diálogo institucional de âmbito nacional são do CAU/BR. O CAU/SP não manda em currículo e não vai prometer isso.
O que o CAU/SP pode, e hoje faz pouco, é orientar o exercício da profissão (Lei 12.378/2010, art. 24, §1º), firmar convênios com instituições de ensino (art. 34, inciso XIV) e representar os arquitetos em colegiados e entidades (art. 34, inciso XII). Aproximar-se das escolas é exatamente isso. Na prática, é a diferença entre um Conselho que só aparece na formatura para falar de registro e um Conselho que conhece cada curso, cada coordenador e cada dificuldade das escolas do interior, e consegue agir antes que o problema vire processo de fiscalização.
Tudo com custeio próprio do CAU/SP, como exige o §1º do art. 34, e com regras públicas para qualquer convênio (proposta 75).
A plataforma da chapa da situação em 2026 propõe "fortalecer conexões entre profissionais, universidades, centros de pesquisa, entidades técnicas e setor produtivo" (proposta 21) e "estruturar uma agenda permanente de relações institucionais" com universidades (proposta 46). Em 2023, a mesma chapa havia prometido um "Programa de Formação Continuada" com o MEC e a regulamentação de modalidades de ensino. Encontramos registro de "Ações de Acolhimento, Orientação e Mentoria" realizadas em várias cidades desde julho de 2024. Não encontramos registro público de um canal permanente do CAU/SP com as coordenações dos cursos do estado. Se existir e não tivermos encontrado, corrigimos este artigo.
Aproximar o CAU/SP das instituições de ensino. Se faz sentido pra você, entre na rede da chapa e vote dia 5 de novembro.
Não. Currículo e reconhecimento de curso são do MEC e do Conselho Nacional de Educação. O CAU/SP orienta, se aproxima e faz convênios, dentro do art. 24, §1º, e do art. 34, incisos XII e XIV, da Lei 12.378/2010.
O cadastro nacional das escolas e o diálogo de âmbito nacional são do CAU/BR. A relação com as instituições do estado de São Paulo é do CAU/SP, e o que for nacional o CAU/SP leva ao CAU/BR como sugestão (art. 34, inciso XI).
O canal e as reuniões usam a estrutura que o Conselho já tem. A presença nas escolas entra na agenda regional. Convênios, se houver, são pagos com recursos próprios e com regras públicas.
Mapa das instituições e primeira reunião aberta com as coordenações nos primeiros seis meses de gestão. Meta a definir com a coordenação da chapa.
