A Chapa 2 RESET propõe que o CAU/SP reconheça e valorize a docência, a pesquisa e a extensão como formas legítimas de exercer a profissão, com orientação específica, visibilidade da produção acadêmica e voz dos professores dentro do Conselho. É a proposta 44 do caderno, no bloco "Professores e área acadêmica".
Valorizar docência, pesquisa e extensão como campos de exercício da Arquitetura e Urbanismo. Isso significa três coisas concretas: o CAU/SP passa a tratar o professor e o pesquisador como profissionais em exercício, e não só como registrados que pagam anuidade; cria orientação própria para as dúvidas desse grupo (registro, RRT, direitos autorais sobre material didático e de pesquisa, ética na relação com alunos e instituições); e dá visibilidade à produção acadêmica paulista nos canais do Conselho.
A proposta 44 está no bloco "Professores e área acadêmica" e conversa com a 43 (aproximar o CAU/SP das instituições de ensino), a 45 (remuneração, hora técnica e RRT de cargo ou função para quem leciona), a 47 (pesquisas como produtos técnicos aplicados) e a 118 (preservar a memória da profissão).
Porque a própria lei da profissão já diz que ensino, pesquisa e extensão são atividades do arquiteto e urbanista. O art. 2º da Lei 12.378/2010 lista, entre as atividades da profissão, o treinamento, o ensino, a pesquisa e a extensão universitária. O professor de projeto, o pesquisador de habitação, o coordenador de extensão em ATHIS estão exercendo Arquitetura e Urbanismo tanto quanto quem assina uma obra. O Conselho que deve orientar e valorizar o exercício da profissão (art. 24, §1º) precisa olhar para esse grupo com a mesma atenção.
Hoje não é assim. O professor que dá aula em duas instituições, orienta pesquisa e ainda mantém um pequeno escritório recebe do Conselho a mesma comunicação genérica de todo mundo. Não há orientação sobre como registrar a responsabilidade técnica de um trabalho de extensão que vira projeto de verdade, sobre quem detém o direito autoral de um material produzido com alunos, ou sobre o que o Código de Ética diz da relação entre professor e aluno quando os dois disputam o mesmo mercado.
A chapa defende, na proposta 3, todas as formas legítimas de atuação, sem critérios de seletividade. A docência e a pesquisa estão entre elas.
Nada disso muda currículo, carreira docente ou regra de contratação das universidades. Isso é do MEC, das instituições e da legislação trabalhista. O CAU/SP reconhece, orienta e dá visibilidade. É o que a lei permite, e é muito mais do que se faz hoje.
A plataforma da chapa da situação em 2026 cita os docentes, na abertura do primeiro eixo, entre os perfis que "enfrentam desafios" da profissão, e propõe "estimular pesquisa aplicada, experimentação e circulação de conhecimento" (proposta 21). O orçamento de 2025 registra a Premiação de Boas Práticas, no valor de R$ 624 mil. Não encontramos registro público de orientação específica do CAU/SP para professores e pesquisadores sobre registro, RRT e direitos autorais na atividade acadêmica. Se existir e não tivermos encontrado, corrigimos este artigo.
Valorizar docência, pesquisa e extensão. Se faz sentido pra você, entre na rede da chapa e vote dia 5 de novembro.
A orientação atual sobre registro e RRT em atividades de ensino é pouco clara para muita gente, e isso é parte do problema. O guia da Fase 1 responde a essa pergunta com base nas resoluções do CAU/BR, que é quem define as regras.
Não. Carreira, salário e contratação são das instituições e da legislação trabalhista. O CAU/SP reconhece o ensino como exercício profissional, orienta e dá visibilidade.
O guia, a visibilidade e a escuta são do CAU/SP (art. 24, §1º, e art. 34, incisos VII e XIII). O que for regra de RRT vai ao CAU/BR como proposta (art. 34, inciso XI).
É material de orientação, feito com a equipe já existente. Meta a definir com a coordenação: primeiro ano de gestão.
