A Chapa 2 RESET propõe que o CAU/SP organize, com professores, coordenações e estudantes, um debate permanente sobre inteligência artificial no ensino de Arquitetura e Urbanismo: o que muda no projeto, na avaliação, na autoria e na formação do futuro profissional. É a proposta 49 do caderno. O Conselho não define currículo; ele orienta, reúne e leva ao CAU/BR o que for nacional.
Abrir no CAU/SP um debate organizado e permanente sobre inteligência artificial no ensino de Arquitetura e Urbanismo. Não é seminário de uma tarde. É um ciclo com professores, coordenadores de curso e estudantes das instituições do estado, para discutir o que a IA muda na aula de projeto, na avaliação do aluno, na autoria do trabalho acadêmico e no perfil do profissional que vai sair da faculdade daqui a cinco anos.
A proposta 49 está no bloco "Professores e área acadêmica" e se liga à 50 (protocolos de IA no ensino e na pesquisa), à 11 (capacitar a categoria para IA), à 13 (princípios de uso ético da IA, com o CAU/BR), à 14 (guia de boas práticas de IA do CAU/SP) e à 115 (formação em ferramentas digitais e IA para profissionais de longa trajetória).
Porque a IA já está dentro da sala de aula, com ou sem debate. O aluno gera imagem, planta e memorial com ferramentas que o professor muitas vezes não conhece. Algumas escolas proíbem, outras liberam, a maioria não tem regra. O resultado é um formando que sabe usar a ferramenta e não sabe responder pelo que ela produz, e um professor que avalia sem saber o que é do aluno e o que é da máquina.
Para o Conselho, isso é problema de exercício profissional, não só de pedagogia. Quem assina o RRT responde pelo projeto, inclusive pelo que a IA gerou. Direitos autorais, responsabilidade técnica e ética, que são matéria do CAU (Lei 12.378/2010, art. 24, §1º, e art. 34, inciso VII), começam a se formar na graduação. Se o Conselho não entra nessa conversa com as escolas, chega tarde, quando o profissional já está registrado.
Os limites são claros. O CAU/SP não define currículo nem método de ensino: isso é do MEC, do Conselho Nacional de Educação e de cada instituição. O Código de Ética é do CAU/BR (art. 28, inciso II). O que o CAU/SP faz é orientar, reunir as partes e levar ao CAU/BR as conclusões que precisem virar regra nacional (art. 34, inciso XI). A chapa trata a IA como ferramenta para o arquiteto conquistar cliente e trabalho (bandeira 02); o debate no ensino é a base disso.
Em outubro de 2024 o CAU/SP criou a Câmara Temática de Inteligência Artificial, com primeira reunião em 19 de novembro de 2024, conforme notícia do site do Conselho. A plataforma da chapa da situação em 2026 propõe "apoiar a incorporação da inteligência artificial, BIM, automação e outras tecnologias digitais aos processos de trabalho" (proposta 16) e "promover o uso ético e responsável das novas tecnologias" (proposta 19). Não encontramos registro público de ciclo de debates do CAU/SP com as instituições de ensino sobre IA na formação. Se existir e não tivermos encontrado, corrigimos este artigo.
Debater IA no ensino. Se faz sentido pra você, entre na rede da chapa e vote dia 5 de novembro.
Nem um nem outro. O Conselho não regula ensino. Ele organiza o debate, publica recomendações sem força de norma e leva ao CAU/BR o que precisar de regra nacional.
A Câmara Temática criada em 2024 trata da IA na prática profissional. A proposta 49 abre uma frente específica com as escolas, sobre formação. As duas podem trabalhar juntas.
Encontros abertos, na estrutura do Conselho e das instituições parceiras, pela agenda regional. Custo baixo, com recursos próprios.
Primeiro ciclo de quatro encontros no primeiro ano de gestão. Meta a definir com a coordenação da chapa.
