A Chapa 2 RESET propõe um projeto piloto de residência técnica e científica com bolsas, em convênio com instituições de ensino e órgãos públicos: o recém-formado ou o pós-graduando trabalha num problema real, com supervisão, bolsa e prazo definido. É a proposta 48 do caderno. A chapa assume duas condições: seleção pública dos participantes e dos parceiros, e prestação de contas aberta.
Criar um projeto piloto de residência técnica e científica com bolsas. Residência, aqui, é o que o nome diz: um período definido em que o profissional recém-formado, ou o pesquisador em formação, trabalha num problema real sob supervisão de um profissional experiente, com bolsa e com produto no fim. Técnica, quando o problema é de prefeitura, de assistência técnica ou de patrimônio; científica, quando é de pesquisa aplicada ligada a uma universidade.
Por ser piloto, começa pequeno, com número limitado de vagas, e só cresce se os resultados forem públicos e bons. A proposta 48 está no bloco "Professores e área acadêmica" e conversa com a 102 (programa de início de carreira), a 46 (extensão curricularizada), a 47 (pesquisa como produto técnico) e a 104 (combater falsas vagas e trabalho não remunerado).
Porque a passagem da faculdade para o mercado é o momento mais frágil da carreira. O recém-formado sai com diploma e sem prática supervisionada; o escritório pequeno não tem como treinar; a prefeitura do interior não tem arquiteto. A residência resolve os três problemas ao mesmo tempo: o jovem aprende fazendo, o supervisor é remunerado por orientar, o município recebe produto técnico.
Cabe isso ao CAU/SP? Cabe, dentro de limites. O Conselho deve "pugnar pelo aperfeiçoamento do exercício da arquitetura e urbanismo" (Lei 12.378/2010, art. 24, §1º) e pode firmar convênios com entidades públicas e privadas (art. 34, inciso XIV), desde que com recursos próprios (§1º). A residência é um convênio com bolsa, e não contrato de trabalho: por isso precisa de regra clara de prazo, carga horária, supervisão e produto, para não virar vaga disfarçada, exatamente o que a proposta 104 combate. O residente não é funcionário do Conselho nem da prefeitura: é um profissional em formação supervisionada, com bolsa definida em edital e com fim previsto.
O que a chapa não aceita é residência escolhida a dedo. Quem participa, quem supervisiona e qual instituição é parceira: tudo por seleção pública, com critérios publicados antes (proposta 75), e com relatório de resultados aberto (art. 34, inciso XIII, relatórios públicos).
Existe um programa de residência técnica do CAU/SP em parceria com a Prefeitura de São Paulo, cujo acordo vem da gestão anterior, conforme o levantamento da chapa sobre a plataforma de 2023. Em 11 de junho de 2025, o CAU/SP divulgou o "Projeto de Mentoria e Apoio Profissional", em parceria com uma entidade de apoio a pequenos negócios. A plataforma da chapa da situação em 2026 propõe "ampliar formação, experiências, mentorias, redes e oportunidades" (proposta 11). Não encontramos registro público de edital de seleção de residentes com critérios e resultados abertos. Se existir e não tivermos encontrado, corrigimos este artigo.
Projeto piloto de residência técnica e científica com bolsas. Se faz sentido pra você, entre na rede da chapa e vote dia 5 de novembro.
Só se for mal feita. Por isso a proposta exige prazo, carga horária, supervisão, produto e bolsa definidos em edital, dentro de convênio com instituição de ensino. A proposta 104 combate justamente a vaga falsa.
Dos recursos próprios do CAU/SP, com rubrica aprovada pelo Plenário (art. 34, incisos X e XIV e §1º). Por isso é piloto: começa pequeno e cresce se der resultado.
Seleção pública, com critérios publicados antes e resultado divulgado. Sem indicação direta.
Não. Convênio, orçamento e acervo técnico são competência do CAU/SP.
