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Ensino · Proposta 48

Residência técnica com bolsa: um piloto do CAU/SP com seleção pública e regras claras

Por Chapa 2 RESET · publicado em 14/10/2026 · atualizado em 14/10/2026 · leitura de 5 min
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Em resumo

A Chapa 2 RESET propõe um projeto piloto de residência técnica e científica com bolsas, em convênio com instituições de ensino e órgãos públicos: o recém-formado ou o pós-graduando trabalha num problema real, com supervisão, bolsa e prazo definido. É a proposta 48 do caderno. A chapa assume duas condições: seleção pública dos participantes e dos parceiros, e prestação de contas aberta.

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O que a proposta diz?

Criar um projeto piloto de residência técnica e científica com bolsas. Residência, aqui, é o que o nome diz: um período definido em que o profissional recém-formado, ou o pesquisador em formação, trabalha num problema real sob supervisão de um profissional experiente, com bolsa e com produto no fim. Técnica, quando o problema é de prefeitura, de assistência técnica ou de patrimônio; científica, quando é de pesquisa aplicada ligada a uma universidade.

Por ser piloto, começa pequeno, com número limitado de vagas, e só cresce se os resultados forem públicos e bons. A proposta 48 está no bloco "Professores e área acadêmica" e conversa com a 102 (programa de início de carreira), a 46 (extensão curricularizada), a 47 (pesquisa como produto técnico) e a 104 (combater falsas vagas e trabalho não remunerado).

Por que isso importa para quem está começando e para quem ensina?

Porque a passagem da faculdade para o mercado é o momento mais frágil da carreira. O recém-formado sai com diploma e sem prática supervisionada; o escritório pequeno não tem como treinar; a prefeitura do interior não tem arquiteto. A residência resolve os três problemas ao mesmo tempo: o jovem aprende fazendo, o supervisor é remunerado por orientar, o município recebe produto técnico.

Cabe isso ao CAU/SP? Cabe, dentro de limites. O Conselho deve "pugnar pelo aperfeiçoamento do exercício da arquitetura e urbanismo" (Lei 12.378/2010, art. 24, §1º) e pode firmar convênios com entidades públicas e privadas (art. 34, inciso XIV), desde que com recursos próprios (§1º). A residência é um convênio com bolsa, e não contrato de trabalho: por isso precisa de regra clara de prazo, carga horária, supervisão e produto, para não virar vaga disfarçada, exatamente o que a proposta 104 combate. O residente não é funcionário do Conselho nem da prefeitura: é um profissional em formação supervisionada, com bolsa definida em edital e com fim previsto.

O que a chapa não aceita é residência escolhida a dedo. Quem participa, quem supervisiona e qual instituição é parceira: tudo por seleção pública, com critérios publicados antes (proposta 75), e com relatório de resultados aberto (art. 34, inciso XIII, relatórios públicos).

Como funcionaria no CAU/SP?

  • Fase 1, desenho e orçamento: no primeiro ano, definir com as instituições de ensino (proposta 43) e com as comissões do Conselho o formato do piloto: número de bolsas, valor, duração (sugestão: 12 meses), temas prioritários (ATHIS, regularização fundiária, patrimônio, planejamento em municípios sem arquiteto) e indicadores de resultado. Aprovação no Plenário com rubrica própria no orçamento (art. 34, inciso X).
  • Fase 2, seleção pública: edital para instituições parceiras e edital para residentes e supervisores, com critérios de pontuação publicados, prioridade para o interior e para grupos pouco representados (proposta 41), e divulgação pelo Banco de Oportunidades (proposta 1).
  • Fase 3, execução e prestação de contas: residência de 12 meses com entrega definida, acervo registrado no Conselho (art. 34, inciso VII) e relatório público no fim, com custo por residente e resultado por município. Só depois disso se decide ampliar.

O que a gestão atual fez sobre isso?

Existe um programa de residência técnica do CAU/SP em parceria com a Prefeitura de São Paulo, cujo acordo vem da gestão anterior, conforme o levantamento da chapa sobre a plataforma de 2023. Em 11 de junho de 2025, o CAU/SP divulgou o "Projeto de Mentoria e Apoio Profissional", em parceria com uma entidade de apoio a pequenos negócios. A plataforma da chapa da situação em 2026 propõe "ampliar formação, experiências, mentorias, redes e oportunidades" (proposta 11). Não encontramos registro público de edital de seleção de residentes com critérios e resultados abertos. Se existir e não tivermos encontrado, corrigimos este artigo.

Essa é a proposta 48 da Chapa 2

Projeto piloto de residência técnica e científica com bolsas. Se faz sentido pra você, entre na rede da chapa e vote dia 5 de novembro.

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Perguntas que chegam sobre isso

Residência com bolsa não é emprego disfarçado?

Só se for mal feita. Por isso a proposta exige prazo, carga horária, supervisão, produto e bolsa definidos em edital, dentro de convênio com instituição de ensino. A proposta 104 combate justamente a vaga falsa.

De onde sai o dinheiro das bolsas?

Dos recursos próprios do CAU/SP, com rubrica aprovada pelo Plenário (art. 34, incisos X e XIV e §1º). Por isso é piloto: começa pequeno e cresce se der resultado.

Quem escolhe os residentes e os parceiros?

Seleção pública, com critérios publicados antes e resultado divulgado. Sem indicação direta.

Isso depende do CAU/BR?

Não. Convênio, orçamento e acervo técnico são competência do CAU/SP.

Fontes

  • Caderno de propostas da Chapa 2 RESET (2026), propostas 48, 1, 41, 43, 46, 47, 75, 102 e 104.
  • Lei 12.378/2010, art. 24, §1º, e art. 34, incisos VII, X, XIII e XIV e §1º.
  • CAU/SP, página do Projeto de Mentoria e Apoio Profissional (11/06/2025) e notícias sobre residência técnica com a Prefeitura de São Paulo.
  • Plataforma "CAU pra Toda Hora" (2026), proposta 11.
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Chapa 2 RESETReconstrução, Escuta, Suporte, Equidade, Transparência. Eleições CAU/SP 2026. Responsável: Eder Roberto da Silva. Dúvidas: juridicochapareset@gmail.com

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