A Chapa 2 RESET propõe que o CAU/SP ajude a transformar pesquisas acadêmicas de Arquitetura e Urbanismo em produtos técnicos aplicados, nos temas em que o estado mais precisa: planejamento urbano, ATHIS, regularização fundiária, patrimônio e clima. É a proposta 47 do caderno. O instrumento é o convênio, competência direta do CAU/SP, com regras públicas de seleção.
Fazer o CAU/SP funcionar como ponte entre a pesquisa produzida nas universidades paulistas e os problemas concretos dos municípios. Cinco temas estão nomeados no caderno: planejamento urbano, ATHIS (assistência técnica em habitação de interesse social), regularização fundiária, patrimônio e clima. A ideia é que uma dissertação sobre risco de deslizamento, uma tese sobre regularização de loteamento ou um estudo de conforto térmico em moradia popular deixem de ficar na biblioteca e virem material técnico que uma prefeitura ou uma associação de moradores consiga usar.
A proposta 47 está no bloco "Professores e área acadêmica" e se liga à 46 (extensão curricularizada), à 48 (residência técnica e científica), à 72 (cooperação técnica com prefeituras, consórcios, comitês de bacias e universidades), à 98 (ATHIS como política pública) e à 20 (adaptação às mudanças climáticas).
Porque o estado de São Paulo produz muita pesquisa em Arquitetura e Urbanismo e aproveita pouco. O pesquisador termina o trabalho, publica, e raramente vê o resultado aplicado. O profissional que atende uma prefeitura pequena, por sua vez, precisa de referência técnica para plano diretor, para cadastro de patrimônio ou para mapa de risco, e não sabe que a referência já existe, a cem quilômetros dali, numa universidade pública.
A lei da profissão lista a pesquisa e a extensão universitária entre as atividades do arquiteto e urbanista (Lei 12.378/2010, art. 2º). E dá ao CAU/SP a competência para firmar convênios com entidades públicas e privadas (art. 34, inciso XIV), com recursos próprios (§1º), e para representar os arquitetos em colegiados de órgãos públicos estaduais e municipais (inciso XII). A ponte entre pesquisa e município cabe exatamente aí.
O que o CAU/SP não faz: não financia pesquisa como agência de fomento, não substitui as fundações de amparo, não define linha de pesquisa de ninguém. O Conselho conecta, oferece o tema do mundo real, formaliza o convênio e ajuda a transformar o resultado em produto técnico com responsabilidade definida.
O custo é de edital e de produção de material, pago com recursos próprios do CAU/SP. O Conselho já executa editais anuais de ATHIS e patrimônio; a proposta cria uma linha específica para pesquisa aplicada, sem tirar recursos dessas linhas.
A gestão manteve editais de ATHIS (R$ 2,15 milhões para 14 projetos em 2026) e de patrimônio (R$ 600 mil para 5 projetos em 2026). O orçamento de 2025 incluiu um projeto específico de R$ 8 milhões ligado ao memorando com o ONU-Habitat, assinado em março de 2024, e o de 2026, R$ 4 milhões. O orçamento de 2026 prevê também R$ 575 mil para uma pesquisa contratada a um centro de pesquisa. A plataforma da chapa da situação em 2026 propõe "estimular a produção, experimentação e circulação de conhecimento aplicado" (proposta 35). Não encontramos registro público de catálogo ou chamada do CAU/SP para transformar pesquisas acadêmicas em produtos técnicos. Se existir e não tivermos encontrado, corrigimos este artigo.
Pesquisas acadêmicas como produtos técnicos aplicados: planejamento urbano, ATHIS, regularização fundiária, patrimônio, clima. Se faz sentido pra você, entre na rede da chapa e vote dia 5 de novembro.
Não. Fomento à pesquisa é das fundações e agências próprias. O CAU/SP faz convênio para transformar pesquisa pronta em produto técnico aplicável, dentro do art. 34, inciso XIV.
Uma chamada pública com critérios publicados antes, como prevê a proposta 75. Sem indicação direta de instituição ou pesquisador.
Não. Convênios, acervo técnico e representação em órgãos públicos são competência do CAU/SP (art. 34, incisos VII, XII e XIV).
O catálogo da Fase 1 custa pouco e pode sair no primeiro ano. A chamada pública depende de orçamento aprovado pelo Plenário, com recursos próprios. Meta a definir com a coordenação da chapa.
