A proposta 41 da Chapa 2 RESET garante que o Banco de Oportunidades do CAU/SP também sirva a quem historicamente teve menos acesso a trabalho e a contatos. É parte da bandeira 01, com as propostas 1 e 79: o Conselho divulga oportunidades com critérios públicos, não indica, não seleciona e não intermedeia contratação.
A proposta 41 garante que o Banco de Oportunidades Profissionais do CAU/SP (proposta 1) também sirva a quem historicamente teve menos acesso a trabalho e a contatos: profissionais do interior e das periferias, jovens, profissionais mais velhos, pessoas negras, pessoas com deficiência, neurodivergentes e LGBT+, os grupos citados na proposta 39. O caminho é dar visibilidade, com critérios públicos, e não criar fila preferencial nem escolher quem vai ser contratado.
A 41 é parte da bandeira 01 da chapa, o Banco de Oportunidades, com as propostas 1 e 79 (área para autônomos e pequenos escritórios). E fecha o tema de inclusão aberto pelas propostas 36 a 40.
Porque oportunidade, na arquitetura, circula por indicação. A vaga sai no grupo de WhatsApp de quem já está dentro, a parceria para licitação se fecha entre quem já se conhece, o credenciamento da prefeitura é descoberto por quem acompanha o diário oficial. Quem está começando, quem mora longe da capital ou quem nunca foi chamado para essas rodas fica sabendo depois, quando fica sabendo.
No levantamento feito pela coordenação da chapa com a base de profissionais de São Paulo, "trabalho e oportunidades" aparece para 46% dos arquitetos e urbanistas, e "benefícios ao profissional" para 51%. São os temas que mais pesam. Um Banco de Oportunidades que reproduza as mesmas redes de sempre não muda nada. Por isso a 41 existe.
Um exemplo prático: uma prefeitura do interior abre credenciamento para projetos de habitação social; uma empresa lança programa de contratação de profissionais com deficiência; um concurso público prevê reserva de vagas. Hoje, cada uma dessas informações está num lugar diferente. No Banco, ficam juntas, com filtro por região e por tipo de oportunidade, e quem se cadastrou recebe aviso. O CAU/SP não interfere em quem será escolhido.
Não depende do CAU/BR e é pago com recursos próprios. Também não substitui sindicato nem agência de emprego: o Conselho divulga oportunidades legítimas e orienta. As regras mínimas da proposta 1 (exigência de registro no CAU, responsabilidade técnica definida e remuneração informada) valem para todas as vagas, e vaga que não as cumpre não entra, venha de onde vier.
Não encontramos, no site do CAU/SP, página permanente de oportunidades de trabalho para o profissional. A plataforma da chapa da situação para 2026 propõe "ampliar formação, experiências, mentorias, redes e oportunidades para profissionais que enfrentam barreiras" (proposta 11) e "identificar transformações e abrir caminhos para novos campos de atuação, conectando profissionais às oportunidades de trabalho" (proposta 12). Na plataforma de 2023, a chapa CAU pra Toda Obra, eleita naquele ano, prometeu editais de políticas afirmativas (proposta 32); não localizamos edital de fomento com esse nome. Se existir registro que não tivermos encontrado, corrigimos este artigo.
Visibilidade desses grupos no Banco de Oportunidades, com critérios públicos. Se faz sentido pra você, entre na rede da chapa e vote dia 5 de novembro.
Não. O CAU/SP não contrata, não seleciona e não indica. Ele divulga oportunidades e dá destaque, por critério público, às que já preveem reserva em lei ou fazem parte de programas de diversidade.
Não. A autodeclaração é voluntária, com consentimento expresso, e pode ser retirada a qualquer momento. São dados sensíveis pela LGPD.
Pode, como divulgação. A função de valorizar a profissão (art. 24, §1º) e os convênios (art. 34, XIV) sustentam o Banco. Intermediar emprego não é papel do Conselho, e a proposta não faz isso.
Junto com o Banco de Oportunidades da proposta 1. Meta a definir com a coordenação: primeira versão nos primeiros seis meses de gestão.
