A proposta 35 da Chapa 2 RESET obriga o CAU/SP a publicar todo mês como está o atendimento ao profissional: volume, canal, assunto, tempo de resposta, pedidos parados e avaliação, com metas e resultado por regional. Faz parte da bandeira 09, "SICCAU moderno, atendimento humano", com as propostas 19 e 29.
A proposta 35 obriga o CAU/SP a publicar, de forma periódica e fácil de ler, como está o atendimento ao profissional: quantos pedidos chegaram, por qual canal, quanto tempo levaram para ser respondidos, quantos foram resolvidos no primeiro contato, quantos ficaram parados e o que o profissional achou do atendimento. Por canal, por assunto e por regional. Com meta, e com a explicação quando a meta não for cumprida.
Ela faz parte da bandeira 09 da chapa, "SICCAU moderno, atendimento humano", com a proposta 19 (modernizar o SICCAU mantendo atendimento humano) e a 29 (canais permanentes de consulta à categoria). Também conversa com a 27 (prestar contas em linguagem clara) e com a 114 (atendimento presencial e telefônico onde for necessário).
Porque o arquiteto só descobre quanto o CAU demora quando precisa dele, e aí já é tarde. O RRT travado atrasa obra, o boleto errado da anuidade vira dívida ativa, o registro parado impede o recém-formado de assinar o primeiro projeto. O coordenador da chapa resume: o profissional lembra do CAU quando paga anuidade e quando gera RRT. Se a experiência nessas duas horas é ruim, a memória que fica é ruim.
Os números existem. Em 2025, segundo o Relatório de Gestão Integrado, o CAU/SP fez 46.562 atendimentos: 18.916 por WhatsApp, 18.498 por telefone, 6.615 por e-mail e 784 presenciais. RRT (9.974), anuidade (9.798) e registro (6.569) foram os principais motivos, e 1.694 atendimentos tiveram como motivo "erro de sistema". A Ouvidoria recebeu 466 manifestações, e o motivo mais frequente também foi erro de sistema. O prazo informado de resposta por e-mail é de até 10 dias úteis; por telefone e WhatsApp, até 48 horas. O que falta é o profissional saber, ao longo do ano, se esses prazos estão sendo cumpridos, onde o atendimento piora e o que está sendo feito.
Indicador público também protege quem atende no Conselho: mostra onde falta gente, onde o sistema atrapalha e onde o processo precisa mudar, em vez de jogar a culpa no atendente.
Tudo isso é competência do CAU/SP e usa dados que o próprio Conselho já registra para o relatório anual. O trabalho é publicar todo mês, não uma vez por ano, e assumir metas que a categoria possa cobrar.
Há registro público. Os Relatórios de Gestão Integrado de 2024 e 2025 trazem números anuais de atendimento e de Ouvidoria (362 manifestações em 2024 e 466 em 2025), e o de 2025 informa o volume por canal e por motivo. Na fiscalização, os relatórios informam o tempo médio para iniciar a apuração: 10 dias em 2024 e 12 em 2025. A plataforma da chapa da situação para 2026 propõe "transformar dados sobre serviços em inteligência para gestão e melhoria contínua" (proposta 24). Não encontramos painel público periódico com tempo de resposta por canal, metas e resultado por regional. Se existir e não tivermos encontrado, corrigimos este artigo.
Publicar indicadores de atendimento e qualidade. Se faz sentido pra você, entre na rede da chapa e vote dia 5 de novembro.
Publica, uma vez por ano. A proposta é publicar todo mês, com prazo de resposta por canal, metas e resultado por regional, para o profissional acompanhar e cobrar.
Não. Relatório público é competência do CAU/SP (art. 34, XIII). Só a correção de falhas do SICCAU depende do CAU/BR, e o painel serve justamente para levar esses números a ele.
Sim. Uma pergunta curta ao fim de cada atendimento, com o resultado publicado no painel, por canal e por regional.
O relatório trimestral explica o motivo e o que será feito. Meta sem explicação pública é só intenção.
