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Transparência · Proposta 34

Mapa dos campos de atuação: o CAU/SP precisa conhecer a categoria antes de decidir

Por Chapa 2 RESET · publicado em 14/10/2026 · atualizado em 14/10/2026 · leitura de 4 min
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Em resumo

A proposta 34 da Chapa 2 RESET quer que o CAU/SP saiba, com dado e não com impressão, onde e como os arquitetos e urbanistas de São Paulo trabalham. O mapa dos campos de atuação, feito com dados que o Conselho já tem e publicado de forma agregada, passa a orientar fiscalização, cursos, atendimento e orçamento.

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O que a proposta diz?

A proposta 34 pede que o CAU/SP saiba, com dado e não com impressão, onde e como os arquitetos e urbanistas de São Paulo trabalham: em quais campos de atuação, em que regiões, como autônomos, em escritório, no serviço público ou no ensino. E que esse mapa seja usado para decidir: onde fiscalizar, que curso oferecer, onde abrir atendimento, que orientação produzir. Mapear como instrumento de gestão quer dizer isso: o dado entra no planejamento e no orçamento, e é publicado.

É a base da proposta 33 (reconhecer campos pouco valorizados) e conversa com a 35 (indicadores de atendimento), a 92 (mapear e orientar arquitetos de órgãos e empresas públicas) e a 32 (onde abrir os novos escritórios regionais).

Por que isso importa para quem paga a anuidade?

Porque um Conselho que não conhece a própria categoria gasta mal. O CAU/SP tem 76.163 profissionais aptos a votar em 2026 e recebe todo dia informação sobre o trabalho deles: cada RRT diz qual atividade foi feita, onde e por quem. Os Relatórios de Gestão Integrado registram o crescimento dos RRTs de 335 mil para 366 mil e das empresas registradas de 8.782 para 10.903. O RRT responde por 45% da arrecadação do CAU/SP. É informação paga pelo profissional, e ela precisa voltar para ele em forma de decisão melhor.

Hoje, quem trabalha com interiores, com perícia, no serviço público ou em sala de aula tem a sensação de que o Conselho planeja para um profissional médio que não existe. O mapa corrige isso. Se uma região concentra reformas sem RRT, a fiscalização vai lá. Se um campo cresce e não tem orientação, o curso sai. Se uma cidade tem muitos profissionais e nenhum atendimento, a regional nova já tem endereço.

Como funcionaria no CAU/SP?

  • Fase 1, ler o que já existe: cruzar os dados do cadastro (art. 34, V, da Lei 12.378/2010) e dos RRTs por atividade, município e forma de atuação, sem expor ninguém: só dado agregado, dentro da LGPD. Primeiro relatório público em até um ano de gestão (art. 34, XIII).
  • Fase 2, perguntar o que o dado não mostra: pesquisa periódica e voluntária com a categoria (proposta 29) sobre forma de trabalho, campo principal e dificuldades. O RRT não mostra o professor, o servidor que não emite RRT, nem quem está fora do mercado.
  • Fase 3, usar no plano de trabalho: o mapa entra no planejamento anual e na proposta de orçamento (art. 34, X), com metas por região e por campo, e é atualizado todo ano. Quando o dado apontar necessidade de mudança em norma nacional, como regras do RRT, o CAU/SP leva a proposta ao CAU/BR (art. 34, XI).

Tudo isso é competência do CAU/SP e usa base que o Conselho já tem. O custo maior é organizar e publicar, não comprar sistema. O SICCAU, que é nacional, pode limitar a extração de alguns dados; nesse caso, o pedido vai ao CAU/BR, como prevê a proposta 19.

O mapa também protege o profissional contra decisões de gabinete. Quando o Plenário discutir onde investir, a pergunta "quantos arquitetos isso alcança, e onde?" passa a ter resposta pública antes do voto.

O que a gestão atual fez sobre isso?

Os Relatórios de Gestão Integrado de 2024 e 2025 publicam o total de profissionais ativos, de empresas e de RRTs, além dos motivos de atendimento. O orçamento de 2026 prevê R$ 575 mil para uma pesquisa contratada pelo Conselho; o escopo dela não consta dos documentos que consultamos. A plataforma da chapa da situação para 2026 propõe "transformar dados sobre serviços em inteligência para gestão e melhoria contínua" (proposta 24). Não encontramos registro público de um mapa dos campos de atuação dos profissionais paulistas usado no planejamento do Conselho. Se existir e não tivermos encontrado, corrigimos este artigo.

Essa é a proposta 34 da Chapa 2

Mapear campos de atuação como instrumento de gestão. Se faz sentido pra você, entre na rede da chapa e vote dia 5 de novembro.

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Perguntas que chegam sobre isso

O CAU vai expor meus dados?

Não. O mapa usa dado agregado, por campo e por região, nunca dado individual, dentro da LGPD. O que se publica é o retrato da categoria, não a pessoa.

Responder à pesquisa será obrigatório?

Não. A pesquisa é voluntária. O que já existe no cadastro e nos RRTs basta para a primeira versão do mapa.

Isso depende do CAU/BR?

Não para ler e publicar os dados que o CAU/SP já tem (art. 34, V, X e XIII). Só depende do CAU/BR se for preciso mudar o SICCAU ou as regras do RRT, e aí o caminho é propor (XI).

Para que serve na prática?

Para decidir onde fiscalizar, que curso oferecer, onde abrir atendimento e que orientação produzir, com metas públicas por região e por campo.

Fontes

  • Caderno de propostas da Chapa 2 RESET (2026), proposta 34 e propostas 19, 29, 32, 33, 35 e 92.
  • Lei 12.378/2010, art. 34, incisos V, X, XI e XIII.
  • CAU/SP, Relatórios de Gestão Integrado 2024 e 2025 (profissionais ativos, empresas e RRTs) e orçamento 2026 (RRT, 45% da arrecadação; pesquisa, R$ 575 mil), Portal da Transparência.
  • Colégio Eleitoral do CAU/SP 2026: 76.163 profissionais.
  • Plataforma de trabalho da chapa da situação (Chapa 1, 2026), proposta 24.
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Chapa 2 RESET
Chapa 2 RESETReconstrução, Escuta, Suporte, Equidade, Transparência. Eleições CAU/SP 2026. Responsável: Eder Roberto da Silva. Dúvidas: juridicochapareset@gmail.com

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