A proposta 34 da Chapa 2 RESET quer que o CAU/SP saiba, com dado e não com impressão, onde e como os arquitetos e urbanistas de São Paulo trabalham. O mapa dos campos de atuação, feito com dados que o Conselho já tem e publicado de forma agregada, passa a orientar fiscalização, cursos, atendimento e orçamento.
A proposta 34 pede que o CAU/SP saiba, com dado e não com impressão, onde e como os arquitetos e urbanistas de São Paulo trabalham: em quais campos de atuação, em que regiões, como autônomos, em escritório, no serviço público ou no ensino. E que esse mapa seja usado para decidir: onde fiscalizar, que curso oferecer, onde abrir atendimento, que orientação produzir. Mapear como instrumento de gestão quer dizer isso: o dado entra no planejamento e no orçamento, e é publicado.
É a base da proposta 33 (reconhecer campos pouco valorizados) e conversa com a 35 (indicadores de atendimento), a 92 (mapear e orientar arquitetos de órgãos e empresas públicas) e a 32 (onde abrir os novos escritórios regionais).
Porque um Conselho que não conhece a própria categoria gasta mal. O CAU/SP tem 76.163 profissionais aptos a votar em 2026 e recebe todo dia informação sobre o trabalho deles: cada RRT diz qual atividade foi feita, onde e por quem. Os Relatórios de Gestão Integrado registram o crescimento dos RRTs de 335 mil para 366 mil e das empresas registradas de 8.782 para 10.903. O RRT responde por 45% da arrecadação do CAU/SP. É informação paga pelo profissional, e ela precisa voltar para ele em forma de decisão melhor.
Hoje, quem trabalha com interiores, com perícia, no serviço público ou em sala de aula tem a sensação de que o Conselho planeja para um profissional médio que não existe. O mapa corrige isso. Se uma região concentra reformas sem RRT, a fiscalização vai lá. Se um campo cresce e não tem orientação, o curso sai. Se uma cidade tem muitos profissionais e nenhum atendimento, a regional nova já tem endereço.
Tudo isso é competência do CAU/SP e usa base que o Conselho já tem. O custo maior é organizar e publicar, não comprar sistema. O SICCAU, que é nacional, pode limitar a extração de alguns dados; nesse caso, o pedido vai ao CAU/BR, como prevê a proposta 19.
O mapa também protege o profissional contra decisões de gabinete. Quando o Plenário discutir onde investir, a pergunta "quantos arquitetos isso alcança, e onde?" passa a ter resposta pública antes do voto.
Os Relatórios de Gestão Integrado de 2024 e 2025 publicam o total de profissionais ativos, de empresas e de RRTs, além dos motivos de atendimento. O orçamento de 2026 prevê R$ 575 mil para uma pesquisa contratada pelo Conselho; o escopo dela não consta dos documentos que consultamos. A plataforma da chapa da situação para 2026 propõe "transformar dados sobre serviços em inteligência para gestão e melhoria contínua" (proposta 24). Não encontramos registro público de um mapa dos campos de atuação dos profissionais paulistas usado no planejamento do Conselho. Se existir e não tivermos encontrado, corrigimos este artigo.
Mapear campos de atuação como instrumento de gestão. Se faz sentido pra você, entre na rede da chapa e vote dia 5 de novembro.
Não. O mapa usa dado agregado, por campo e por região, nunca dado individual, dentro da LGPD. O que se publica é o retrato da categoria, não a pessoa.
Não. A pesquisa é voluntária. O que já existe no cadastro e nos RRTs basta para a primeira versão do mapa.
Não para ler e publicar os dados que o CAU/SP já tem (art. 34, V, X e XIII). Só depende do CAU/BR se for preciso mudar o SICCAU ou as regras do RRT, e aí o caminho é propor (XI).
Para decidir onde fiscalizar, que curso oferecer, onde abrir atendimento e que orientação produzir, com metas públicas por região e por campo.
