A proposta 29 da Chapa 2 RESET cria canais permanentes de consulta à categoria: consulta pública antes das deliberações de maior impacto, pesquisa anual de prioridades com resultado publicado e canal aberto com protocolo e resposta. Faz parte da bandeira 09, "SICCAU moderno e atendimento humano", com as propostas 19 e 35.
A proposta 29 cria canais permanentes de consulta à categoria. Hoje a relação do profissional com o CAU/SP é reativa: ele procura o Conselho para resolver RRT, anuidade ou registro, e usa a Ouvidoria quando algo dá errado. A proposta inverte a direção: o Conselho passa a perguntar, de forma organizada e periódica, o que a categoria precisa, antes de decidir onde gastar e o que priorizar.
Ela faz parte da bandeira 09 da chapa, "SICCAU moderno e atendimento humano", junto com a 19 (modernizar o SICCAU mantendo atendimento humano) e a 35 (indicadores públicos de atendimento). Também se liga à 28 (respeito ao Plenário) e à 30 (encontros regionais e Conferência Estadual).
Porque o Conselho que não pergunta decide pelo que acha. A chapa fez o próprio dever de casa: no levantamento da coordenação com a base de profissionais de São Paulo, "benefícios ao profissional" é o tema de maior interesse, com 51%, seguido de "trabalho e oportunidades", com 46%. Foi essa escuta que definiu as dez bandeiras. Um Conselho com 76.163 profissionais ativos tem condição de fazer isso de forma permanente, com o cadastro que já possui (Lei 12.378/2010, art. 34, inciso V).
Consulta não é enquete de rede social. É pergunta com método, resultado publicado e devolutiva: o que foi sugerido, o que foi acatado, o que não foi e por quê. Sem devolutiva, consulta vira cenário. Com devolutiva, vira governo compartilhado, que é o significado da letra E de escuta no nome da chapa.
Tudo é competência do CAU/SP e usa estrutura que já existe: cadastro, site, Ouvidoria e regionais. O SICCAU é do CAU/BR, então o envio pelo sistema depende de articulação (inciso XI); o e-mail e o site não dependem de ninguém.
Registros públicos: a Ouvidoria do CAU/SP recebeu 362 manifestações em 2024 e 466 em 2025; em 2025 o motivo mais frequente foi erro de sistema (55 manifestações, 11,8%), seguido de dívida ativa (52). O CAU/SP realizou 10 pré-conferências entre fevereiro e maio de 2026 e a 3ª Conferência Estadual em 07 e 08/08/2026, com mais de 700 participantes no primeiro dia e custo de R$ 1,5 milhão; as propostas consolidadas da Conferência não estavam publicadas até 13/10/2026. O orçamento de 2026 prevê R$ 575 mil para uma pesquisa contratada externamente. A plataforma da chapa da situação propõe, para o próximo mandato, "criar mecanismos permanentes de participação ativa". Não encontramos registro de consulta pública prévia às deliberações de maior impacto nem de pesquisa anual de prioridades com resultado publicado. Se existir e não tivermos encontrado, corrigimos este artigo.
Canais permanentes de consulta à categoria. Se faz sentido pra você, entre na rede da chapa e vote dia 5 de novembro.
Não. Quem decide é o Plenário, por lei. A consulta obriga a ouvir e a responder publicamente por que seguiu ou não o que a categoria disse.
A Ouvidoria é reativa: recebe reclamação. A consulta é ativa: o Conselho pergunta antes de decidir. As duas se complementam.
A Conferência é um evento, a cada ciclo. A consulta é rotina, sem custo de evento, e acompanha cada decisão relevante.
A consulta online e a pesquisa por e-mail usam estrutura existente. O custo relevante é de método, não de contratação.
