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Fiscalização · Proposta 7

Fiscalização digital inteligente: achar a obra sem RRT por fontes públicas, dentro da LGPD

Por Chapa 2 RESET · publicado em 14/10/2026 · atualizado em 14/10/2026 · leitura de 4 min
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Em resumo

A Chapa 2 RESET propõe uma fiscalização digital inteligente no CAU/SP: cruzar fontes públicas (alvarás, editais, anúncios, cadastros municipais) para localizar obras e serviços sem responsável técnico, em sintonia com o CAU/BR e com respeito à LGPD. É a proposta número 7 do caderno e faz parte da bandeira 07, Fim da "canetagem". A ideia é usar dado em vez de sorte.

Os 186 candidatos e candidatas da Chapa 2 RESET

O que a proposta diz?

Que o CAU/SP pare de depender só de denúncia e de visita aleatória para fiscalizar. A proposta 7 cria uma fiscalização digital: um sistema que lê fontes públicas já existentes, como alvarás de construção publicados por prefeituras, editais de licitação, anúncios de serviços de projeto e cadastros municipais de reformas, e cruza com a base de RRT do CAU. Onde há obra ou serviço e não há responsável técnico, o fiscal recebe o caso pronto para checar.

Dois limites estão escritos na própria proposta: tudo em sintonia com o CAU/BR, que é dono do sistema nacional, e tudo dentro da LGPD, a lei de proteção de dados. Nada de vigiar pessoa; o alvo é a obra e o serviço sem responsável. No caderno, ela se liga à 6 (fiscalização com prioridade para prevenção), à 9 (combate ao acobertamento), à 10 (cooperação com prefeituras e Ministério Público) e à 65 (integração com as bases municipais para localizar reformas sem RRT).

Por que isso importa para quem trabalha com arquitetura?

Porque o concorrente desleal do arquiteto registrado não é o colega da sala ao lado: é quem faz projeto sem registro, quem reforma sem responsável técnico e quem "assina" sem aparecer. Esse mercado paralelo só existe porque é difícil de enxergar. Com dado público cruzado, ele deixa de ser invisível.

Tem um segundo ganho, menos óbvio: fiscalização por dado é mais justa com quem tem registro. Em vez de a visita cair sobre a obra do profissional que está em dia, o esforço vai para onde o RRT não existe. E tem um terceiro: custa menos por caso. Fiscal que chega sabendo o que procurar resolve mais em menos tempo. No estado com 76.163 profissionais ativos, com 10 escritórios regionais para cobrir 645 municípios, fazer mais com a mesma equipe não é luxo, é necessidade.

A LGPD não é obstáculo, é condição. Dado de alvará, edital e anúncio comercial é público por natureza; o que a lei exige é finalidade definida, acesso controlado e registro de quem consultou o quê. Fiscalização que cumpre isso é mais sólida num eventual recurso do que a que depende da memória do fiscal e de papel solto.

Como funcionaria no CAU/SP?

  • Fase 1, inventário de fontes: levantar o que já é público e legível por máquina: diários oficiais municipais, portais de alvará, portais de licitação, cadastros de reforma em condomínio. Começar pelas prefeituras que já publicam dado aberto.
  • Fase 2, acordos com municípios: convênios (Lei 12.378/2010, art. 34, inciso XIV) para receber a lista de alvarás e habite-se de forma estruturada. É o fluxo da proposta 10 e da 65, com custeio próprio do CAU/SP.
  • Fase 3, cruzamento e fila: o sistema compara com a base de RRT e gera uma fila priorizada por risco (obra grande sem RRT primeiro). O fiscal confirma em campo. Sem RRT, notificação preventiva com prazo; sem resposta, processo (art. 34, incisos VIII e IX).
  • Fase 4, LGPD e CAU/BR: relatório de impacto à proteção de dados publicado, uso restrito à finalidade de fiscalização, e integração com o sistema nacional feita junto com o CAU/BR (art. 34, inciso XI), que é quem administra o SICCAU.

Fiscalizar e firmar convênios é do CAU/SP. Mexer no sistema nacional é com o CAU/BR, e a chapa diz isso na proposta.

O que a gestão atual fez sobre isso?

O Relatório de Gestão Integrado 2025 do CAU/SP registra 325 ações de fiscalização na internet e 283 em condomínios novos na capital, além de uma ação no Litoral Norte com 135 obras vistoriadas em outubro de 2025. O Plano Estadual de Fiscalização foi aprovado pelo Plenário em 27/08/2026 (Deliberação DPOSP 0948-03/2026). A plataforma da Chapa 1 para 2026 fala em "implementar e consolidar o Plano Estadual de Fiscalização, com inteligência de dados e atuação preventiva". Não encontramos registro público de sistema do CAU/SP que cruze bases municipais de alvará com a base de RRT. Se existir e não tivermos encontrado, corrigimos este artigo.

Essa é a proposta 7 da Chapa 2

Fiscalização digital inteligente, em sintonia com o CAU/BR, a partir de fontes públicas e dentro da LGPD. Se faz sentido pra você, entre na rede da chapa e vote dia 5 de novembro.

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Perguntas que chegam sobre isso

O CAU vai vigiar o Instagram dos arquitetos?

Não. A fonte é pública e o alvo é a obra ou o serviço sem responsável técnico, não a pessoa. A proposta exige relatório de proteção de dados e uso restrito à fiscalização, como manda a LGPD.

Isso depende do CAU/BR?

Fiscalizar e firmar convênio com prefeituras é do CAU/SP (Lei 12.378/2010, art. 34, VIII e XIV). A integração com o SICCAU, que é nacional, se faz com o CAU/BR, e a proposta já diz "em sintonia com o CAU/BR".

Quanto custa um sistema desses?

A primeira fase usa dado que já é aberto e a equipe que já existe. O CAU/BR obriga o CAU/SP a aplicar no mínimo 25% da receita em fiscalização; a proposta redireciona parte desse gasto para tecnologia, com custo publicado.

E quem tem RRT em dia, muda alguma coisa?

Muda para melhor: a fiscalização deixa de cair por sorteio sobre quem está regular e passa a mirar onde o RRT não existe.

Fontes

  • Caderno de propostas da Chapa 2 RESET (2026), propostas 7, 6, 9, 10 e 65.
  • Lei 12.378/2010, art. 34, incisos VIII, IX, XI e XIV, e parágrafo 1º (custeio próprio dos convênios).
  • Lei 13.709/2018 (Lei Geral de Proteção de Dados).
  • Relatório de Gestão Integrado 2025 do CAU/SP: 325 ações na internet, 283 em condomínios novos e ação no Litoral Norte com 135 obras (transparencia.causp.gov.br).
  • Deliberação Plenária DPOSP 0948-03/2026 do CAU/SP, 27/08/2026, e Plataforma eleitoral da Chapa 1 (2026), eixo 1, proposta 8.
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Chapa 2 RESETReconstrução, Escuta, Suporte, Equidade, Transparência. Eleições CAU/SP 2026. Responsável: Eder Roberto da Silva. Dúvidas: juridicochapareset@gmail.com

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