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Fiscalização · Proposta 6

Fiscalização que protege o profissional: prevenção primeiro, exercício ilegal na mira

Por Chapa 2 RESET · publicado em 14/10/2026 · atualizado em 14/10/2026 · leitura de 4 min
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Em resumo

A Chapa 2 RESET propõe uma fiscalização que trabalhe a favor de quem tem registro: combater o exercício ilegal, a precarização e os contratos abusivos, usando tecnologia e dando prioridade à prevenção e à orientação antes da multa. É a proposta número 6 do caderno e abre a bandeira 07, Fim da "canetagem". Fiscalizar quem atua sem registro é abrir mercado para quem paga anuidade.

Os 186 candidatos e candidatas da Chapa 2 RESET

O que a proposta diz?

Que a fiscalização do CAU/SP mude de alvo e de método. De alvo: a prioridade passa a ser quem exerce a profissão sem registro, quem assina sem fazer e quem contrata arquiteto em condições que a lei não permite. De método: tecnologia para achar o problema e orientação antes da punição, para que o profissional registrado que erra um procedimento seja corrigido, não arrastado. A proposta 6 é a porta de entrada do eixo 2 do caderno, Fiscalização que protege o profissional.

Ela se desdobra nas propostas 7 (fiscalização digital com fontes públicas e dentro da LGPD), 8 (canal de denúncias protegido), 9 (combate ao acobertamento, a "canetagem") e 10 (fluxos de cooperação com prefeituras e Ministério Público). Juntas, formam a bandeira 07.

Por que a fiscalização precisa mudar de lado?

Porque hoje, na percepção de muita gente da base, o Conselho é lembrado em dois momentos: quando cobra a anuidade e quando cobra o RRT. A fiscalização que o arquiteto sente na pele é a que cai sobre ele, não a que protege o mercado dele. Enquanto isso, reformas sem projeto, obras assinadas por quem nunca pisou no canteiro e "projetos" vendidos por quem não tem registro seguem sem resposta proporcional.

Fiscalizar o exercício profissional é o núcleo da lei que criou o CAU (Lei 12.378/2010, art. 34, inciso VIII), e o próprio CAU/BR exige que no mínimo 25% da receita do CAU/SP vá para fiscalização. O dinheiro existe. A pergunta é para onde ele aponta. Cada obra irregular que vira obra com RRT é trabalho que volta para um profissional registrado. É assim que a fiscalização justifica a anuidade.

Prevenção primeiro não é fiscalização fraca. É fiscalização que mede o resultado certo: obra regularizada, RRT emitido, profissional orientado, mercado recuperado. Multa é instrumento, não meta. O profissional registrado que erra uma data de RRT precisa de aviso e prazo; quem vende projeto sem registro precisa de processo. Tratar os dois do mesmo jeito é injusto com o primeiro e brando com o segundo.

Como funcionaria no CAU/SP?

  • Fase 1, prioridade pública: o CAU/SP publica os critérios de prioridade da fiscalização: exercício ilegal, acobertamento e obras sem responsável técnico na frente; erro formal de profissional registrado tratado com notificação preventiva e prazo para regularizar.
  • Fase 2, tecnologia: cruzamento de fontes públicas (alvarás, editais, anúncios, cadastros municipais) para localizar obras e serviços sem RRT, sempre dentro da LGPD. É a proposta 7, feita em sintonia com o CAU/BR, dono do sistema nacional.
  • Fase 3, orientação na ponta: fiscal que chega à obra com material de orientação e prazo, não só com auto de infração. Multa fica para quem insiste. Regularização antes da punição vira indicador público (proposta 35).
  • Fase 4, encaminhamento: o que for relação de trabalho (contrato abusivo, vaga disfarçada, salário fora da lei) o CAU/SP orienta, registra e encaminha aos órgãos competentes, como Ministério Público do Trabalho e sindicatos. O Conselho não é fiscal de empregador; é a porta que aponta o caminho certo.

Fiscalizar e julgar em primeira instância é do CAU/SP (art. 34, incisos VIII e IX). Relação trabalhista é da Justiça do Trabalho e dos sindicatos, e a chapa escreve isso para não prometer o que não pode.

O que a gestão atual fez sobre isso?

Os relatórios de gestão do CAU/SP registram 2.307 ações de fiscalização em 2024 (70% proativas) e 2.658 em 2025 (79% proativas), com 84% das irregularidades regularizadas antes de punição em 2025. O gasto com fiscalização foi de R$ 21,2 milhões em 2024 (36,4% da receita) e R$ 22,7 milhões em 2025. O Plano Estadual de Fiscalização teve oficina em março de 2024 e foi aprovado pelo Plenário em 27/08/2026 (Deliberação DPOSP 0948-03/2026). Um concurso público lançado em 24/04/2026 previu 36 vagas, 12 delas de apoio à fiscalização, com prova em 23/08/2026. A proposta da Chapa 2 é tornar públicos os critérios de prioridade, apontar a fiscalização para o exercício ilegal e medir o resultado por mercado recuperado, não só por ação registrada.

Essa é a proposta 6 da Chapa 2

Fiscalização que combata precarização, contratos abusivos e exercício ilegal, com prioridade para prevenção e orientação. Se faz sentido pra você, entre na rede da chapa e vote dia 5 de novembro.

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Perguntas que chegam sobre isso

O CAU vai fiscalizar meu contrato com o cliente?

Não. O CAU/SP fiscaliza o exercício da profissão: registro, RRT, responsabilidade técnica e ética. Contrato de trabalho e salário são matéria trabalhista; o Conselho orienta e encaminha aos órgãos competentes.

Vai aumentar a multa para quem tem registro?

A proposta é o contrário: prevenção e orientação antes da punição para o profissional registrado, e prioridade de fiscalização para quem atua sem registro.

Isso depende do CAU/BR?

Fiscalizar é competência do CAU/SP (Lei 12.378/2010, art. 34, VIII). A parte de sistema e de regras nacionais do RRT é do CAU/BR, e por isso a proposta 7 fala em sintonia com o CAU/BR.

Quanto custa?

O CAU/BR já obriga o CAU/SP a aplicar no mínimo 25% da receita em fiscalização. A proposta reorganiza o que já existe: critérios, tecnologia e prioridade.

Fontes

  • Caderno de propostas da Chapa 2 RESET (2026), propostas 6, 7, 8, 9 e 10.
  • Lei 12.378/2010, art. 34, incisos VIII (fiscalizar o exercício profissional) e IX (julgar processos em primeira instância).
  • Relatórios de Gestão Integrado 2024 e 2025 do CAU/SP: ações de fiscalização, percentuais e gastos (transparencia.causp.gov.br).
  • Deliberação Plenária DPOSP 0948-03/2026 do CAU/SP, 27/08/2026: aprovação do Plano Estadual de Fiscalização.
  • CAU/SP, edital de concurso público de 24/04/2026: 36 vagas, 12 de apoio à fiscalização (causp.gov.br).
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Chapa 2 RESET
Chapa 2 RESETReconstrução, Escuta, Suporte, Equidade, Transparência. Eleições CAU/SP 2026. Responsável: Eder Roberto da Silva. Dúvidas: juridicochapareset@gmail.com

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