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Longa trajetória · Proposta 118

Memória da profissão e do CAU/SP: acervo, exposições e relatos de quem construiu as cidades

Por Chapa 2 RESET · publicado em 14/10/2026 · atualizado em 14/10/2026 · leitura de 5 min
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Em resumo

A Chapa 2 RESET propõe que o CAU/SP preserve a memória da profissão e do próprio Conselho: acervo de documentos, exposições e relatos sobre obras e experiências dos profissionais. É a proposta 118, a última do caderno, e fecha o perfil 7, "Profissionais de longa trajetória". Manter acervos é competência expressa do CAU/SP, e convênios com instituições de memória também.

Os 186 candidatos e candidatas da Chapa 2 RESET

O que a proposta diz?

Criar um programa permanente de memória no CAU/SP com três frentes: um acervo documental da profissão e do Conselho (projetos, fotografias, documentos da criação do CAU e da transição do sistema Confea/Crea, atas, publicações); exposições, físicas e digitais, sobre obras e trajetórias de arquitetos e urbanistas paulistas; e um programa de relatos, em vídeo e texto, em que profissionais de longa trajetória contam como projetaram, construíram e atravessaram as mudanças da profissão.

A proposta fecha o perfil 7 e se apoia na 117 (preservação do acervo técnico e direitos autorais), na 116 (intercâmbio entre gerações), na 4 (campanhas educativas ao público sobre a relevância do arquiteto) e na 31 (parceria com entidades e instituições de ensino).

Por que isso importa para a categoria?

Porque uma profissão sem memória vira serviço. O arquiteto e urbanista que hoje disputa espaço com o "designer de interiores", com o aplicativo de planta e com o curso livre que usa o nome "Arquitetura" (proposta 51) precisa mostrar à sociedade o que a profissão fez pelas cidades: habitação, escolas, hospitais, bairros inteiros, patrimônio preservado. Isso está nos acervos de profissionais que hoje têm 70, 80 anos, e em caixas que vão para o lixo a cada inventário.

Vale também para o Conselho. O CAU existe desde a Lei 12.378, de 31 de dezembro de 2010; tem 15 anos. Quem participou da criação ainda está na ativa, e a chapa reúne colegas que viveram a transição do Confea/Crea para o conselho próprio. Se essa história não for registrada agora, com quem viveu, daqui a dez anos não haverá fonte. E registrar a memória é a forma mais concreta de dizer ao profissional de longa trajetória que o Conselho reconhece o que ele fez, que é o espírito da proposta 113.

Como funcionaria no CAU/SP?

A competência é expressa. A Lei 12.378/2010 manda o CAU/SP manter registros de direitos autorais, de responsabilidade e de acervos técnicos (art. 34, inciso VII), permite convênios com entidades públicas e privadas (inciso XIV, com recursos próprios, §1º) e dá a todo CAU a função de pugnar pelo aperfeiçoamento e pela valorização da profissão (art. 24, §1º). Campanha ao público e parceria com museus, universidades e arquivos públicos cabem aqui sem nenhuma resolução nova.

  • Fase 1, chamada de relatos: programa de entrevistas com profissionais de longa trajetória, gravadas nas regionais com equipe própria do CAU/SP e roteiro simples: formação, primeira obra, mudanças na profissão, a criação do CAU, conselhos a quem começa. Publicadas no site do Conselho, com autorização por escrito de cada participante. Custo baixo; começa no primeiro semestre.
  • Fase 2, acervo documental: política de acervo do CAU/SP: o que recebe (doação ou cópia digital de projetos, fotos, documentos), como cataloga, como preserva a autoria (ligado à proposta 117) e como dá acesso. Parceria com arquivos públicos e universidades para guarda e digitalização (inciso XIV), com critérios públicos (proposta 75).
  • Fase 3, exposições: uma exposição anual sobre obras e trajetórias da arquitetura paulista, itinerante pelas 10 regionais e pelas cidades da proposta 109, com versão digital permanente. Material de divulgação pensado para o público geral, como campanha de valorização da profissão (proposta 4).
  • Memória do Conselho: organização e publicação do acervo institucional do CAU/SP desde 2011: atas, deliberações, publicações, registros da transição, com índice aberto. Transparência (inciso XIII) e história no mesmo lugar.
  • Ligação com o ensino: convênio com faculdades (proposta 43) para que o acervo e os relatos sejam usados em aula e em pesquisa, e para que estudantes participem da catalogação.

Nenhuma dessas fases depende do CAU/BR. Dependem de decisão do Plenário do CAU/SP e de orçamento proporcional: o Conselho previu R$ 124 milhões para 2026.

O que a gestão atual fez sobre isso?

O CAU/SP realizou, em 07 e 08 de agosto de 2026, a 3ª Conferência Estadual de Arquitetos e Urbanistas (a 2ª havia sido em 2015), e manteve em 2025 a Premiação de Boas Práticas, segundo o Portal da Transparência e o site do Conselho. A plataforma da Chapa 1 para 2026 fala em "difusão da produção profissional e acadêmica" na rede territorial (compromisso 4.2) e não menciona acervo, memória ou exposições. Não encontramos, no site do CAU/SP nem nos Relatórios de Gestão Integrado 2024 e 2025, registro de programa de memória da profissão ou de acervo documental do Conselho. Se existir e não tivermos encontrado, corrigimos este artigo.

Essa é a proposta 118 da Chapa 2

Preservar a memória da profissão e do CAU: acervo de documentos, exposições e relatos sobre obras e experiências profissionais. Se faz sentido pra você, entre na rede da chapa e vote dia 5 de novembro.

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Perguntas que chegam sobre isso

Isso é função de conselho ou de museu?

De conselho também. A Lei 12.378/2010 manda o CAU/SP manter acervos (art. 34, VII) e valorizar a profissão (art. 24, §1º). Museus, arquivos e universidades entram como parceiros por convênio (art. 34, XIV).

Vai custar caro?

A fase 1 (relatos gravados nas regionais) usa equipe própria. Acervo e exposições têm parceria com instituições públicas e custo proporcional, aprovado pelo Plenário e publicado, dentro do orçamento do Conselho.

Se eu doar meus projetos, perco a autoria?

Não. A doação ou cessão de cópia é feita com termo que preserva a autoria (proposta 117). O CAU/SP registra, guarda e dá acesso; o autor continua sendo o autor.

Isso depende do CAU/BR?

Não. É decisão do Plenário do CAU/SP, com competência expressa na lei e recursos próprios.

Fontes

  • Caderno de propostas da Chapa 2 RESET (2026, cartilha de 14/10/2026), propostas 118, 4, 31, 43, 51, 75, 109, 113, 116 e 117.
  • Lei 12.378/2010, art. 24, §1º, e art. 34, incisos VII (acervos), XIII (relatórios públicos) e XIV (convênios), com §1º (recursos próprios).
  • CAU/SP, Portal da Transparência e site causp.gov.br: 3ª Conferência Estadual de Arquitetos e Urbanistas (07 e 08/08/2026); Premiação de Boas Práticas (2025); orçamento 2026 de R$ 124 milhões.
  • Plataforma da Chapa 1 (2026), compromisso 4.2.
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Chapa 2 RESETReconstrução, Escuta, Suporte, Equidade, Transparência. Eleições CAU/SP 2026. Responsável: Eder Roberto da Silva. Dúvidas: juridicochapareset@gmail.com

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