A Chapa 2 RESET propõe que o CAU/SP ofereça apoio e formação, com acompanhamento humano, no uso do SICCAU, das ferramentas digitais e da inteligência artificial para os profissionais de longa trajetória. É a proposta 115 do caderno, no perfil 7, e se liga à bandeira 02 (IA para conquistar cliente) e à bandeira 09 (SICCAU moderno, atendimento humano). Capacitar é função de todo CAU; o SICCAU é do CAU/BR, e o CAU/SP cobra e propõe.
Ninguém fica para trás por causa de sistema. O CAU/SP vai oferecer, de forma permanente, apoio prático e formação no uso do SICCAU (registro, RRT, certidões, anuidade), das ferramentas digitais de trabalho (projeto, modelagem, nuvem, assinatura digital) e da inteligência artificial, pensado para quem aprendeu a profissão antes do computador e quer continuar atuando. Com acompanhamento de pessoa, presencial ou por vídeo, e não só com tutorial em PDF.
A proposta se liga à 114 (atendimento presencial e humanizado), à 19 (modernizar o SICCAU mantendo atendimento humano), à 11 e à 14 (capacitação e guia de boas práticas de IA) e à 17 (canal de orientação sobre tecnologia e ferramentas livres).
Porque a exigência digital chegou sem manual. O profissional que emitiu ART em papel por décadas hoje precisa, para continuar trabalhando, emitir RRT num sistema que muda de cara a cada atualização, assinar documento com certificado digital e, cada vez mais, competir com escritórios que usam inteligência artificial para render imagem em minutos. Quem não acompanha não deixa de ser bom arquiteto; deixa de conseguir trabalhar.
E o próprio sistema não ajuda. O SICCAU, que é nacional e mantido pelo CAU/BR, teve registros públicos de instabilidade em 2024, 2025 e janeiro de 2026, quando parcelamentos do Refis foram cancelados indevidamente, conforme comunicados do CAU/SP. Em 2025, "erro de sistema" motivou 1.694 atendimentos no Conselho paulista. Se o sistema falha com quem o domina, imagine com quem está aprendendo. O profissional de longa trajetória não precisa de um link para o tutorial. Precisa de alguém que sente ao lado dele e faça junto, até que ele consiga sozinho.
Capacitar e orientar é função de todo CAU (Lei 12.378/2010, art. 24, §1º), e parcerias para isso entram pelo art. 34, inciso XIV. O SICCAU é do CAU/BR: o CAU/SP não o reescreve, mas pode cobrar e sugerir melhorias (inciso XI) e, principalmente, cuidar de quem usa.
O CAU/SP criou em outubro de 2024 uma Câmara Temática de Inteligência Artificial, com primeira reunião em 19/11/2024, conforme notícia do Conselho. Sobre o SICCAU, o CAU/SP publicou comunicados de instabilidade e manutenção em 2024, 2025 e janeiro de 2026. A plataforma da Chapa 1 para 2026 propõe "democratizar o acesso ao conhecimento e à formação em tecnologias digitais", com "percursos de atualização adequados aos distintos níveis de experiência", incluindo "profissionais com menor familiaridade ou acesso às tecnologias" (proposta 13 e compromisso 2.1). Não encontramos registro público de serviço permanente de apoio acompanhado no uso do SICCAU para profissionais de longa trajetória. Se existir e não tivermos encontrado, corrigimos este artigo.
Apoio e formação no uso do SICCAU, das ferramentas digitais e da inteligência artificial. Se faz sentido pra você, entre na rede da chapa e vote dia 5 de novembro.
Não diretamente: o SICCAU é sistema nacional do CAU/BR. O CAU/SP pode sugerir melhorias com dados (Lei 12.378/2010, art. 34, XI) e, no estado, oferecer o apoio humano para quem usa, que é o foco desta proposta.
Não. As oficinas são por nível de familiaridade, abertas a qualquer profissional, com vagas reservadas para quem tem 60 anos ou mais.
Não para o profissional. O balcão usa a equipe das regionais, e as oficinas podem ter parceria com universidades e entidades (art. 34, XIV), com recursos próprios do CAU/SP.
Ao contrário. A proposta 114 garante a porta humana para toda pendência; a 115 ensina quem quiser aprender a usar a porta digital também.
