A Chapa 2 RESET propõe que o CAU/SP faça uma campanha institucional permanente sobre o valor dos arquitetos e urbanistas nos serviços públicos, dirigida à sociedade, aos gestores e aos próprios servidores. É a proposta 101 do caderno, a que fecha o bloco dedicado a funcionários e servidores públicos. Ninguém defende o que não enxerga.
Realizar uma campanha institucional do CAU/SP, contínua e com linguagem simples, mostrando o que o arquiteto e urbanista faz dentro do serviço público: aprova projetos, planeja a cidade, fiscaliza obras, protege o patrimônio, desenha escolas, postos de saúde e praças, coordena programas de habitação e regularização. Com três públicos: a população, que precisa entender por que a cidade funciona melhor com esse profissional; os gestores e vereadores, que decidem se o cargo existe; e os servidores, que precisam se reconhecer na própria categoria.
A base legal está no art. 24, §1º, da Lei 12.378/2010, que atribui ao Conselho a função de pugnar pelo aperfeiçoamento do exercício da profissão e de orientar a sociedade sobre ela, e no art. 34, X, que dá ao CAU/SP a gestão dos seus programas de trabalho e de comunicação. A campanha é feita com recursos próprios e segue as regras de comunicação institucional de autarquia.
A proposta se liga à 4 (campanhas educativas permanentes ao público sobre a relevância técnica do arquiteto), à 86 (mais arquitetos nos órgãos públicos), à 92 (mapear os arquitetos do setor público), à 90 (fórum dos servidores) e à 61 (comunicação com condomínios, administradoras e veículos).
Porque o arquiteto do serviço público é invisível. O cidadão que recebe o alvará, usa a creche nova ou mora na rua regularizada não sabe que houve um arquiteto e urbanista concursado por trás. O prefeito que corta o cargo na reforma administrativa não ouve ninguém reclamar, porque ninguém sabe o que vai deixar de ser feito. E o próprio servidor, muitas vezes, deixa de se identificar com a profissão e com o Conselho, porque o CAU só aparece na cobrança da anuidade.
A campanha muda a conversa. Quando a sociedade entende que a praça sem acessibilidade, a escola sem ventilação ou o bairro em área de risco são o resultado de decisões tomadas sem profissional habilitado, a presença do arquiteto nos órgãos públicos deixa de ser pauta corporativa e vira interesse coletivo. É isso que dá força às propostas 86, 88 e 100: comunicar para valorizar, e valorizar para gerar trabalho.
É também uma questão de justiça com quem já está lá. O servidor que assina alvará, projeto e vistoria carrega responsabilidade técnica e pessoal; merece que o Conselho da profissão o apresente à sociedade como o que ele é.
A campanha é institucional, do Conselho, e não de gestão nem de chapa: segue a política de integridade da proposta 26 e os critérios públicos da proposta 75.
Não encontramos registro público de campanha institucional do CAU/SP dedicada ao arquiteto e urbanista no serviço público no período 2024-2026. No mesmo período, o CAU/SP executou R$ 850 mil na participação na COP30, em Belém (novembro de 2025), e orçou R$ 1,5 milhão para a 3ª Conferência Estadual (agosto de 2026), além de R$ 1,1 milhão em eventos internos e R$ 310 mil em feiras no orçamento de 2026. A plataforma da chapa da situação para 2026 propõe "dar visibilidade à contribuição da Arquitetura e Urbanismo para a qualidade das políticas públicas" (proposta 51). Se existir campanha específica e não tivermos encontrado, corrigimos este artigo.
Campanha institucional sobre o valor dos arquitetos nos serviços públicos. Se faz sentido pra você, entre na rede da chapa e vote dia 5 de novembro.
Pode, como comunicação institucional de autarquia, dentro dos programas de trabalho aprovados pelo Plenário (Lei 12.378/2010, art. 34, X) e da função de orientar a sociedade sobre a profissão (art. 24, §1º). Com critérios públicos e prestação de contas.
Não pode ser. A proposta prevê campanha sobre a profissão, sem nome de dirigente nem de chapa, seguindo a política de integridade da proposta 26. Quem aparece são os servidores e o trabalho deles.
As duas coisas. A campanha dá sustentação pública às propostas 86 (concursos), 88 (carreira) e 100 (contratação de habilitados). Gestor que entende o valor do profissional cria o cargo e exige o registro.
