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Serviço público · Proposta 101

O arquiteto do serviço público existe e faz diferença: uma campanha do CAU/SP para mostrar isso

Por Chapa 2 RESET · publicado em 14/10/2026 · atualizado em 14/10/2026 · leitura de 4 min
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Em resumo

A Chapa 2 RESET propõe que o CAU/SP faça uma campanha institucional permanente sobre o valor dos arquitetos e urbanistas nos serviços públicos, dirigida à sociedade, aos gestores e aos próprios servidores. É a proposta 101 do caderno, a que fecha o bloco dedicado a funcionários e servidores públicos. Ninguém defende o que não enxerga.

Os 186 candidatos e candidatas da Chapa 2 RESET

O que a proposta diz?

Realizar uma campanha institucional do CAU/SP, contínua e com linguagem simples, mostrando o que o arquiteto e urbanista faz dentro do serviço público: aprova projetos, planeja a cidade, fiscaliza obras, protege o patrimônio, desenha escolas, postos de saúde e praças, coordena programas de habitação e regularização. Com três públicos: a população, que precisa entender por que a cidade funciona melhor com esse profissional; os gestores e vereadores, que decidem se o cargo existe; e os servidores, que precisam se reconhecer na própria categoria.

A base legal está no art. 24, §1º, da Lei 12.378/2010, que atribui ao Conselho a função de pugnar pelo aperfeiçoamento do exercício da profissão e de orientar a sociedade sobre ela, e no art. 34, X, que dá ao CAU/SP a gestão dos seus programas de trabalho e de comunicação. A campanha é feita com recursos próprios e segue as regras de comunicação institucional de autarquia.

A proposta se liga à 4 (campanhas educativas permanentes ao público sobre a relevância técnica do arquiteto), à 86 (mais arquitetos nos órgãos públicos), à 92 (mapear os arquitetos do setor público), à 90 (fórum dos servidores) e à 61 (comunicação com condomínios, administradoras e veículos).

Por que a profissão precisa dessa campanha?

Porque o arquiteto do serviço público é invisível. O cidadão que recebe o alvará, usa a creche nova ou mora na rua regularizada não sabe que houve um arquiteto e urbanista concursado por trás. O prefeito que corta o cargo na reforma administrativa não ouve ninguém reclamar, porque ninguém sabe o que vai deixar de ser feito. E o próprio servidor, muitas vezes, deixa de se identificar com a profissão e com o Conselho, porque o CAU só aparece na cobrança da anuidade.

A campanha muda a conversa. Quando a sociedade entende que a praça sem acessibilidade, a escola sem ventilação ou o bairro em área de risco são o resultado de decisões tomadas sem profissional habilitado, a presença do arquiteto nos órgãos públicos deixa de ser pauta corporativa e vira interesse coletivo. É isso que dá força às propostas 86, 88 e 100: comunicar para valorizar, e valorizar para gerar trabalho.

É também uma questão de justiça com quem já está lá. O servidor que assina alvará, projeto e vistoria carrega responsabilidade técnica e pessoal; merece que o Conselho da profissão o apresente à sociedade como o que ele é.

Como funcionaria no CAU/SP?

  • Fase 1, conteúdo com os servidores: a partir do mapeamento da proposta 92 e do fórum da proposta 90, o CAU/SP produz histórias reais de arquitetos e urbanistas no serviço público de cidades grandes e pequenas, com autorização e sem exposição política, para site, redes, rádio e veículos regionais.
  • Fase 2, material para gestores: peça dirigida a prefeitos, secretários e vereadores: o que o arquiteto e urbanista faz na administração, o que a lei exige, quanto custa não ter esse profissional. Entregue junto com a agenda regional da proposta 95 e com o modelo de cargo da proposta 86.
  • Fase 3, datas e eventos: campanha concentrada no Dia do Arquiteto e Urbanista (15 de dezembro) e nas conferências e encontros regionais (proposta 30), com participação de servidores como protagonistas, não como plateia.
  • Fase 4, medição: indicadores publicados anualmente: alcance da campanha, municípios que criaram ou mantiveram cargo de arquiteto, servidores que passaram a participar do fórum. Art. 34, XIII.

A campanha é institucional, do Conselho, e não de gestão nem de chapa: segue a política de integridade da proposta 26 e os critérios públicos da proposta 75.

O que a gestão atual fez sobre isso?

Não encontramos registro público de campanha institucional do CAU/SP dedicada ao arquiteto e urbanista no serviço público no período 2024-2026. No mesmo período, o CAU/SP executou R$ 850 mil na participação na COP30, em Belém (novembro de 2025), e orçou R$ 1,5 milhão para a 3ª Conferência Estadual (agosto de 2026), além de R$ 1,1 milhão em eventos internos e R$ 310 mil em feiras no orçamento de 2026. A plataforma da chapa da situação para 2026 propõe "dar visibilidade à contribuição da Arquitetura e Urbanismo para a qualidade das políticas públicas" (proposta 51). Se existir campanha específica e não tivermos encontrado, corrigimos este artigo.

Essa é a proposta 101 da Chapa 2

Campanha institucional sobre o valor dos arquitetos nos serviços públicos. Se faz sentido pra você, entre na rede da chapa e vote dia 5 de novembro.

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Perguntas que chegam sobre isso

O CAU pode gastar com campanha?

Pode, como comunicação institucional de autarquia, dentro dos programas de trabalho aprovados pelo Plenário (Lei 12.378/2010, art. 34, X) e da função de orientar a sociedade sobre a profissão (art. 24, §1º). Com critérios públicos e prestação de contas.

Campanha não é propaganda de gestão?

Não pode ser. A proposta prevê campanha sobre a profissão, sem nome de dirigente nem de chapa, seguindo a política de integridade da proposta 26. Quem aparece são os servidores e o trabalho deles.

Isso gera trabalho ou só imagem?

As duas coisas. A campanha dá sustentação pública às propostas 86 (concursos), 88 (carreira) e 100 (contratação de habilitados). Gestor que entende o valor do profissional cria o cargo e exige o registro.

Fontes

  • Caderno de propostas da Chapa 2 RESET (2026), propostas 101, 4, 26, 30, 61, 75, 86, 88, 90, 92, 95 e 100.
  • Lei 12.378/2010, art. 24, §1º, e art. 34, X e XIII.
  • Relatório de Gestão Integrado do CAU/SP 2025 e Plano de Ação e Orçamento 2026 (transparencia.causp.gov.br): COP30, R$ 850 mil executados; Conferência Estadual, R$ 1,5 milhão; eventos internos, R$ 1,1 milhão; feiras, R$ 310 mil.
  • Plataforma da chapa da situação, 2026 (eixo 5, proposta 51).
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Chapa 2 RESET
Chapa 2 RESETReconstrução, Escuta, Suporte, Equidade, Transparência. Eleições CAU/SP 2026. Responsável: Eder Roberto da Silva. Dúvidas: juridicochapareset@gmail.com

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