A Chapa 2 RESET propõe criar, dentro do CAU/SP, um fórum permanente de debates dos arquitetos e urbanistas que trabalham em órgãos e empresas públicas. É a proposta 90 do caderno. A ideia é simples: quem está dentro da prefeitura, da autarquia ou da empresa pública conhece problemas que o Conselho só enxerga de fora, e precisa de um espaço próprio para trazê-los.
Instituir no CAU/SP um fórum de debates dos servidores públicos: encontros periódicos, presenciais e on-line, abertos aos arquitetos e urbanistas de prefeituras, governo do estado, autarquias, empresas públicas e sociedades de economia mista, com pauta construída por eles e registro público do que foi discutido e do que o Conselho fez com isso.
O fórum não é comissão, não vota em nome do Conselho e não substitui sindicato nem associação. É um canal de escuta com consequência: o que sai dali vira pauta das comissões do CAU/SP, subsídio para os representantes nos colegiados (proposta 87) e insumo para o mapeamento da proposta 92.
A base legal está no art. 34 da Lei 12.378/2010: inciso IV (criar colegiados com finalidades específicas), inciso XIII (manter relatórios públicos) e art. 24, §1º (orientar e aperfeiçoar o exercício da profissão). A proposta se liga à 29 (canais permanentes de consulta à categoria), à 30 (encontros regionais e Conferência Estadual) e à 89 (articulação com sindicatos).
Porque o arquiteto do setor público vive uma profissão diferente da do autônomo. Ele não emite RRT para cliente, não negocia honorário, não escolhe o projeto. Ele aprova, fiscaliza, planeja, licita e responde por decisões que afetam a cidade inteira. Suas dúvidas são outras: como registrar a responsabilidade técnica de um servidor, o que fazer quando a chefia manda aprovar projeto fora da norma, como agir quando o cargo não exige registro no CAU, o que muda com a aprovação autodeclaratória.
Hoje esse profissional chega ao CAU/SP pelo mesmo balcão de todo mundo, e sai sem resposta porque o atendimento foi desenhado para o profissional liberal. O resultado é um grupo grande da categoria que paga anuidade, carrega responsabilidade pública e não se sente representado pelo próprio Conselho.
Há ainda um ganho para quem está fora do serviço público. O servidor sabe onde a aprovação emperra, onde o edital sai errado, onde a prefeitura contrata sem projeto. Ouvi-lo de forma organizada é a maneira mais barata de o CAU/SP entender o que acontece dentro dos órgãos e agir com precisão nas propostas 93, 96 e 97.
Custo baixo: usa estrutura e equipe que o CAU/SP já tem. Não depende do CAU/BR.
O CAU/SP realizou dez pré-conferências entre fevereiro e maio de 2026 e a 3ª Conferência Estadual de Arquitetos e Urbanistas em 07 e 08/08/2026, abertas a toda a categoria; as propostas consolidadas não foram publicadas até a data deste artigo. A plataforma da chapa da situação para 2026 propõe "oferecer orientação, formação e referências aos profissionais das administrações públicas" (proposta 50). Não encontramos registro público de fórum ou espaço permanente específico para servidores no CAU/SP. Se existir e não tivermos encontrado, corrigimos este artigo.
Fórum de debates dos servidores. Se faz sentido pra você, entre na rede da chapa e vote dia 5 de novembro.
Pode. O art. 34, IV, da Lei 12.378/2010 permite ao CAU/SP criar colegiados com finalidades específicas, e o inciso XIII manda manter relatórios públicos. É decisão do Plenário, com recursos próprios.
Não decide pelo Conselho. Ele forma pauta, produz subsídio e recebe resposta registrada. As decisões continuam com as comissões e o Plenário, como manda a lei.
Sim. A proposta inclui prefeituras, governo do estado, autarquias, empresas públicas e sociedades de economia mista. O critério é o vínculo público, não o tipo de órgão.
