A Chapa 2 RESET propõe que o CAU/SP apoie a criação de núcleos de jovens profissionais dentro das associações regionais, com programa de orientação sobre início de carreira, RRT, contratos e ética, e troca com profissionais experientes. É a proposta 76 do caderno, no bloco de associações e entidades, e conversa com a bandeira 10, "Início de carreira protegido". Orientar o exercício profissional e firmar convênios são competências do CAU/SP.
Apoiar núcleos de jovens nas associações. É a proposta 76 do caderno, no bloco "Associações e entidades", e se liga à 102 (programa de início de carreira), à 109 (atendimento regional para jovens de cidades sem sede do CAU), à 116 (intercâmbio entre gerações) e à bandeira 10, formada pelas propostas 102, 103, 104 e 111.
Um núcleo de jovens é um grupo de profissionais recém-formados, até 29 anos, organizado dentro da associação de arquitetos da região, com reuniões próprias e uma pauta própria: como começar, como cobrar, como registrar RRT, como lidar com o primeiro cliente e com o primeiro contrato ruim. O CAU/SP entra como apoio: conteúdo, orientação, presença de servidor para resolver dúvidas de registro e ponte com os profissionais mais experientes da mesma associação.
Porque o começo de carreira é o momento em que o profissional mais precisa do Conselho e menos o encontra. Ele acabou de pagar o registro, paga anuidade sem ter cliente, não sabe se a vaga que apareceu é estágio ou trabalho disfarçado, e ninguém explicou o que é RRT na faculdade. A Lei 12.378/2010 já reconhece essa fase: quem está formado há menos de dois anos paga metade da anuidade (art. 42, parágrafo 3º). O que falta é o resto do apoio.
No interior o problema dobra. O jovem formado numa cidade sem escritório regional não tem onde tirar dúvida presencialmente, e a associação local, quando existe, é formada por profissionais com décadas de carreira e pauta diferente da dele. O núcleo de jovens cria o espaço que falta dentro de uma estrutura que já existe.
Há um ganho para a associação também: entidade sem renovação envelhece e fecha. Núcleo de jovens é o caminho para a associação continuar existindo daqui a vinte anos. E há um ganho para a categoria inteira: o profissional que entra bem orientado registra RRT, assina contrato, não aceita trabalho sem remuneração e não pratica o que desvaloriza todo mundo.
A competência é a de orientar o exercício profissional (art. 24, parágrafo 1º) e a de firmar convênios com entidades (art. 34, inciso XIV), com recursos próprios. O custo é de conteúdo e deslocamento; o espaço é da associação. Não depende do CAU/BR.
O CAU/SP realiza, desde julho de 2024, "Ações de Acolhimento, Orientação e Mentoria" em várias cidades e anunciou em 11 de junho de 2025 um Projeto de Mentoria e Apoio Profissional. Não encontramos registro público de programa do CAU/SP voltado a núcleos de jovens dentro das associações regionais. A plataforma da chapa da situação propõe "ampliar formação, experiências, mentorias, redes e oportunidades para profissionais que enfrentam barreiras", sem recorte de idade ou de território. Se existir registro e não tivermos encontrado, corrigimos este artigo.
Núcleos de jovens nas associações. Se faz sentido pra você, entre na rede da chapa e vote dia 5 de novembro.
Não. Os núcleos nascem dentro das associações regionais que já existem, por decisão delas. O CAU/SP oferece modelo, conteúdo, orientação e atendimento no local.
O conteúdo e o atendimento são do CAU/SP e abertos a qualquer profissional registrado. A forma de participação no núcleo é definida por cada associação, e a proposta recomenda que seja aberta.
É. Orientar o exercício da profissão é função do Conselho (art. 24, parágrafo 1º, da Lei 12.378/2010), e firmar convênio com entidades é competência do CAU/SP (art. 34, inciso XIV).
A lei já reduz pela metade a anuidade de quem está formado há menos de dois anos (art. 42, parágrafo 3º). Mudança além disso é do CAU/BR; a proposta 107 trata de levar essa discussão a ele.
