A Chapa 2 RESET propõe um ciclo permanente de debates do CAU/SP dentro das associações regionais, sobre planejamento urbano, mobilidade e legislação, com registro público do que foi dito e devolutiva do Conselho. É a proposta 71 do caderno, no bloco de associações e entidades. Promover o aperfeiçoamento do exercício profissional é função legal do CAU/SP.
Promover debates nas associações sobre planejamento, mobilidade e legislação. É a proposta 71 do caderno, no bloco "Associações e entidades", e se liga à 30 (encontros regionais e Conferência Estadual), à 78 (cartilha de mobilidade urbana) e à 93 (respeito à legislação urbanística, inclusive na aprovação autodeclaratória).
Debate, aqui, não é palestra da capital transmitida para o interior. É encontro na sede da associação, com pauta ligada ao que está acontecendo naquela cidade: a revisão do plano diretor, a nova lei de parcelamento, o sistema de aprovação de projetos que mudou, a obra viária que vai cortar o bairro. O CAU/SP leva conhecimento técnico e leva embora o registro do que a categoria local pensa.
Porque a legislação que mais afeta o trabalho do arquiteto é municipal. Plano diretor, código de obras, lei de zoneamento, rito de aprovação: tudo isso é decidido na cidade, e muda de uma para outra. O profissional que atua em três municípios vizinhos lida com três conjuntos de regras. Quem discute isso com ele hoje? Em geral, ninguém. Ele descobre a mudança quando o projeto é indeferido.
O CAU/SP realizou, entre fevereiro e maio de 2026, dez pré-conferências regionais e, em 7 e 8 de agosto de 2026, a 3ª Conferência Estadual de Arquitetos e Urbanistas, com mais de 700 pessoas no primeiro dia e custo de R$ 1,5 milhão, segundo o Plano de Ação e as notícias do próprio Conselho. A anterior havia sido em 2015. As propostas consolidadas da conferência não foram publicadas até a data deste artigo. O modelo da proposta 71 é o inverso: pequeno, frequente, barato e com devolutiva.
A base legal está no art. 24, parágrafo 1º, da Lei 12.378/2010: compete ao Conselho pugnar pelo aperfeiçoamento do exercício da arquitetura e urbanismo. Debater legislação urbanística com quem a aplica é aperfeiçoamento no sentido mais direto.
O custo é baixo: o espaço é da associação, o conteúdo é da equipe técnica do Conselho e dos profissionais locais, o deslocamento é da regional. Não depende do CAU/BR.
O CAU/SP realizou dez pré-conferências regionais entre fevereiro e maio de 2026 e a 3ª Conferência Estadual em 7 e 8 de agosto de 2026, com mais de 700 participantes no primeiro dia e custo de R$ 1,5 milhão previsto no orçamento. As propostas consolidadas não constam publicadas nas fontes consultadas. Não encontramos registro público de ciclo permanente de debates do CAU/SP nas associações regionais sobre planejamento, mobilidade e legislação. Se existir e não tivermos encontrado, corrigimos este artigo.
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A Conferência é um evento grande, a cada muitos anos (a anterior foi em 2015), com custo de R$ 1,5 milhão em 2026. A proposta 71 é o contrário: debates pequenos, trimestrais, em cada região, com devolutiva em 30 dias. Os dois podem coexistir.
Pode orientar os profissionais e representar a categoria junto aos órgãos públicos (art. 24, parágrafo 1º, e art. 34, inciso XII). Quem legisla é a Câmara Municipal; o CAU/SP leva a posição técnica da categoria.
A associação anfitriã, junto com o escritório regional, a partir do que está em discussão na cidade naquele momento. Não é pauta decidida na capital.
O debate roda por cidades diferentes dentro de cada região e é aberto a qualquer profissional. A proposta 109 trata do atendimento regional para quem está em cidade sem sede do CAU.
