A Chapa 2 RESET propõe modernizar o SICCAU imediatamente, atuando junto ao CAU/BR, e manter atendimento humano, presencial e por telefone, em todo o estado. É a proposta número 19 do caderno e abre a bandeira 09, SICCAU moderno, atendimento humano. O sistema é nacional, mas o atendimento é do CAU/SP, e é nele que a chapa começa.
Duas coisas, uma para cada lado do balcão. Do lado do sistema: o SICCAU, onde o profissional emite RRT, paga anuidade e cuida do registro, precisa ser modernizado agora, e o CAU/SP, maior conselho estadual do país, tem de puxar essa fila junto ao CAU/BR. Do lado do atendimento: ninguém pode ficar sem resposta humana. Telefone que atende, balcão que recebe, e-mail que responde em prazo. A proposta 19 fecha o eixo de tecnologia do caderno e abre a bandeira 09, com a 35 (publicar indicadores de atendimento e qualidade) e a 29 (canais permanentes de consulta à categoria).
Ela conversa também com a 114 (manter atendimento presencial, telefônico e humanizado onde for necessário), a 115 (apoio no uso do SICCAU e das ferramentas digitais) e a 109 (atendimento regional para jovens de cidades sem sede do CAU).
Porque é onde o arquiteto encontra o Conselho. Como diz o coordenador da chapa, o profissional lembra do CAU quando paga a anuidade e quando gera o RRT. Se nesses dois momentos o sistema trava, o boleto sai errado, o parcelamento some ou o telefone não atende, a imagem que fica é a de um Conselho que cobra e não serve. Os números do próprio CAU/SP mostram o tamanho do problema. Em 2025 o Conselho registrou 46.562 atendimentos, e "erro de sistema" aparece como motivo em 1.694 deles. Na Ouvidoria, o erro de sistema foi o principal motivo de manifestação em 2025, com 55 casos (11,8% do total de 466).
O SICCAU é do CAU/BR, e por isso a proposta diz "junto ao CAU/BR". O CAU/SP não pode trocar o sistema sozinho; pode e deve cobrar, propor e priorizar (Lei 12.378/2010, art. 34, inciso XI), porque é o maior usuário: 27,4% da arrecadação nacional sai de São Paulo. O que o CAU/SP pode fazer sozinho é o atendimento: os canais, os prazos, a presença nos 10 escritórios regionais e a forma de tratar quem liga.
Atendimento humano não é saudosismo. É a diferença entre resolver e desistir para o profissional com mais de 60 anos, para quem mora longe da capital e para qualquer um diante de um erro que o sistema não explica.
Atendimento, prazo, regionais e indicadores são do CAU/SP. O sistema é do CAU/BR, e a chapa diz isso sem rodeio: vai cobrar com número na mão.
A plataforma da chapa eleita em 2023 previa um sistema digital único com acesso pelo gov.br e assinatura digital de RRT, e um aplicativo de bolso do CAU (propostas 1 e 2 daquele programa). Até 13/10/2026, o CAU/SP mantém uma página de "Projeto Aplicativo de Bolso", publicada em 11/06/2025, sem data de lançamento; a carteira digital em uso é do CAU/BR (17/02/2025). O site do CAU/SP registra instabilidades do SICCAU em 28/02/2024, 27/03/2024, agosto de 2024, setembro de 2024 (nova plataforma), agosto de 2025 e janeiro de 2026, esta última com cancelamento indevido de parcelamentos do Refis. A plataforma da Chapa 1 para 2026 fala em "simplificar e integrar a relação digital com o CAU/SP" e em usar IA e automação "sem eliminar o atendimento humano" (eixo 2, propostas 22 e 23). Os dados de atendimento citados acima são do Relatório de Gestão Integrado 2025.
Modernizar o SICCAU imediatamente, mantendo atendimento humano. Se faz sentido pra você, entre na rede da chapa e vote dia 5 de novembro.
Não. O sistema é nacional, do CAU/BR. O CAU/SP pode cobrar, propor prioridades e articular com outros estados (Lei 12.378/2010, art. 34, XI). O atendimento, sim, é todo do CAU/SP.
O contrário. A proposta é atendimento presencial em todos os dias úteis nos 10 escritórios regionais, telefone com pessoa e prazo publicado por canal.
Telefone com atendente, prazo de resposta e a proposta 32, de mais 5 escritórios regionais, somada às ações itinerantes (proposta 42).
Pelos indicadores públicos da proposta 35: tempo de resposta, resolução por canal e número de erros de sistema registrados, publicados a cada semestre.
