A Chapa 2 RESET propõe um canal permanente de orientação sobre tecnologia no CAU/SP: para onde o arquiteto manda a dúvida sobre licença de software, ferramenta livre, segurança de dados e escolha de equipamento, e recebe resposta registrada e pública. É a proposta número 17 do caderno. Hoje essa dúvida é respondida pelo vendedor, e o vendedor não trabalha para o arquiteto.
Que o CAU/SP tenha um canal de orientação sobre tecnologia, com equipe e resposta registrada. A proposta 17 cita dois temas de cabeça: licenças (o que é legal, o que é cópia irregular, o que acontece com quem usa software sem licença e como sair dessa situação sem se arruinar) e ferramentas livres (as alternativas gratuitas ou de baixo custo que entregam o que o escritório pequeno precisa). Em volta deles entram as perguntas do dia a dia: que computador comprar para projeto, como guardar arquivo de forma segura, como assinar documento digitalmente, como proteger dado de cliente.
A proposta se liga à 14 (guia de boas práticas de IA), à 16 (acesso a softwares e dados por parcerias), à 18 (suporte a pequenos escritórios na modernização) e à 115 (apoio aos profissionais de longa trajetória no uso de ferramentas digitais).
Porque hoje quem responde é quem vende. O arquiteto pergunta ao representante de software qual licença comprar e recebe a mais cara. Pergunta na loja qual computador serve e recebe o que está em promoção. Pergunta no grupo de colegas se pode usar aquela versão "alternativa" e recebe conselho que pode terminar em processo. Não existe, no estado, um lugar neutro, sem interesse comercial, que responda a essas perguntas com base técnica. O Conselho é a instituição natural para ser esse lugar: não vende nada e representa todos.
Software sem licença é um risco real e silencioso. Muita gente usa por falta de dinheiro, não por má-fé, e não sabe que existe caminho de regularização, que há ferramenta livre que resolve boa parte do trabalho e que a cópia irregular pode custar o escritório. Orientar é proteger. E é a função que a Lei 12.378/2010 dá ao Conselho quando manda orientar o exercício da profissão e pugnar pelo seu aperfeiçoamento (art. 24, parágrafo 1º).
Há também a questão do custo da anuidade. O profissional do interior pergunta o que recebe em troca. Um canal que responde em prazo definido, com conteúdo que economiza dinheiro de verdade, é resposta concreta.
Tudo isso é competência do CAU/SP. Não depende de resolução do CAU/BR.
A plataforma da chapa eleita em 2023 previa descontos em software de padrão aberto (proposta 34 daquele programa). A plataforma da Chapa 1 para 2026 fala em "facilitar o acesso a orientações confiáveis e práticas" e em "reduzir barreiras para autônomos, pequenos escritórios e diferentes regiões" no acesso à tecnologia (eixo 1, proposta 1, e eixo 2, proposta 14). O Relatório de Gestão 2025 registra 46.562 atendimentos no CAU/SP, com motivos principais RRT, anuidade e registro. Não encontramos registro público de canal de orientação sobre tecnologia, licenças ou ferramentas livres no CAU/SP. Se existir e não tivermos encontrado, corrigimos este artigo.
Canal de orientação sobre tecnologia: licenças e ferramentas livres. Se faz sentido pra você, entre na rede da chapa e vote dia 5 de novembro.
O canal é de orientação, não de fiscalização de licença de software, que não é competência do CAU. A proposta é mostrar o caminho de regularização e as alternativas livres.
Vão descrever tipos de ferramenta, licenças e o que cada uma entrega, sem indicar marca comercial. A escolha continua sendo sua, com informação neutra.
Não. Orientar o exercício profissional é competência do CAU/SP (Lei 12.378/2010, art. 24, parágrafo 1º).
O prazo é publicado junto com o canal e medido a cada semestre. Meta a definir com a coordenação no primeiro semestre de gestão.
