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Tecnologia e IA · Proposta 16

Software, dados e ferramentas por parceria: o que o CAU/SP pode negociar em nome da categoria

Por Chapa 2 RESET · publicado em 14/10/2026 · atualizado em 14/10/2026 · leitura de 4 min
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Em resumo

A Chapa 2 RESET propõe que o CAU/SP use o peso de 76.163 profissionais para negociar acesso a softwares, bases de dados e ferramentas de trabalho por parcerias institucionais, com critérios públicos e sem favorecer fornecedor. É a proposta número 16 do caderno. Sozinho, o autônomo paga o preço de tabela; em conjunto, a categoria tem poder de negociação.

Os 186 candidatos e candidatas da Chapa 2 RESET

O que a proposta diz?

Que o CAU/SP negocie, em nome da categoria, acesso a ferramentas que o profissional hoje paga sozinho ou não consegue pagar: software de projeto e modelagem, bases de dados urbanos e cartográficos, normas técnicas, bibliotecas de componentes, serviços de nuvem. O caminho é a parceria institucional: convênio com universidades, órgãos públicos, entidades da categoria e, quando for o caso, com fornecedores, sempre por chamamento público e critério transparente. A proposta 16 não é o CAU comprando licença para distribuir; é o CAU abrindo portas que o profissional sozinho não abre.

Ela se liga à 15 (BIM e automação), à 17 (canal de orientação sobre licenças e ferramentas livres), à 18 (suporte a pequenos escritórios), à 108 (parcerias para acesso a softwares, equipamentos e serviços para jovens) e à 75 (critérios públicos e transparentes para convênios, parcerias e apoios).

Por que isso importa para quem trabalha com arquitetura?

Porque a conta de ferramenta virou uma das maiores despesas fixas do escritório pequeno. Licença anual de software de projeto, assinatura de modelagem, acesso a norma técnica, serviço de renderização: somado, é um valor que pesa mais no autônomo do interior do que no escritório grande da capital, que dilui o custo em dezenas de projetos. Muitos profissionais resolvem isso com cópia irregular, e aí trabalham com medo e sem suporte. Outros simplesmente não usam, e perdem mercado.

Dado público é outro gargalo. Base cartográfica, cadastro territorial, mapa de risco, zoneamento em formato aberto: tudo isso existe em órgãos estaduais e municipais, mas chega ao profissional de forma espalhada, em formato que não serve ou mediante pedido demorado. Um convênio do CAU/SP com o órgão que produz o dado resolve de uma vez para todos os 76 mil.

A Lei 12.378/2010 autoriza o CAU/SP a firmar convênios com entidades públicas e privadas (art. 34, inciso XIV), com recursos próprios (parágrafo 1º). A condição que a chapa acrescenta é a da proposta 75: critério público, chamamento aberto e prestação de contas. Parceria sem critério vira favorecimento, e isso a chapa não quer.

Como funcionaria no CAU/SP?

  • Fase 1, levantamento: consulta à categoria (proposta 29) sobre quais ferramentas e dados fazem mais falta, por perfil e região. Resultado publicado. Sem isso, a parceria atende o gosto de quem negocia, não a necessidade de quem trabalha.
  • Fase 2, dado público primeiro: convênios com órgãos estaduais e municipais e universidades para acesso estruturado a bases cartográficas, cadastros e legislação urbanística, disponíveis pelo site do CAU/SP. Custo baixo, ganho imediato.
  • Fase 3, software por chamamento: edital público de parceria, aberto a qualquer fornecedor que atenda aos critérios (desconto para registrado em dia, suporte em português, prioridade a licença acessível ou livre). Resultado e condições publicados. O CAU/SP não indica marca nem exclui concorrente.
  • Fase 4, jovens e pequenos: condições específicas para recém-formados (proposta 108) e escritórios de até três pessoas (proposta 18), que são quem mais precisa.
  • Fase 5, prestação de contas: relatório anual de cada parceria: quem usou, quanto custou ao CAU/SP, o que mudou (art. 34, inciso XIII, e proposta 35).

Tudo isso é competência do CAU/SP, com recursos próprios. Não depende do CAU/BR.

O que a gestão atual fez sobre isso?

A plataforma da chapa eleita em 2023 previa descontos em software de padrão aberto (proposta 34 daquele programa). No levantamento em fontes públicas até 13/10/2026, não localizamos acordo de acesso a software ou a bases de dados mantido pelo CAU/SP para os profissionais; o site do Conselho registra divulgação de eventos de terceiros sobre o tema. Os relatórios de gestão registram 15 acordos de cooperação em 2024 e 19 em 2025, com órgãos públicos e entidades, sem menção a acesso a ferramentas de trabalho. A plataforma da Chapa 1 para 2026 fala em "reduzir barreiras para autônomos, pequenos escritórios" no acesso à tecnologia (eixo 2, proposta 14). Se existir ação que não tivermos encontrado, corrigimos este artigo.

Essa é a proposta 16 da Chapa 2

Acesso a softwares, dados e ferramentas por parcerias institucionais. Se faz sentido pra você, entre na rede da chapa e vote dia 5 de novembro.

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Perguntas que chegam sobre isso

O CAU/SP pode fechar parceria com empresa de software?

Pode, por convênio (Lei 12.378/2010, art. 34, XIV), desde que por chamamento público, com critérios transparentes e sem exclusividade que favoreça um fornecedor (proposta 75).

Isso é o CAU pagando licença para mim?

Não. É o CAU negociando condição coletiva: desconto, acesso a dado público, ferramenta livre com suporte. O profissional escolhe se usa.

Vão indicar uma marca específica?

Não. O edital é aberto a quem atender aos critérios, e o resultado é publicado. O CAU/SP não recomenda marca nem exclui concorrente.

E dado público, como funciona?

Por convênio com o órgão que produz o dado (estado, município, universidade). O CAU/SP disponibiliza aos profissionais em formato que sirva ao projeto.

Fontes

  • Caderno de propostas da Chapa 2 RESET (2026), propostas 16, 15, 17, 18, 29, 75 e 108.
  • Lei 12.378/2010, art. 34, incisos XIII e XIV, e parágrafo 1º (convênios com recursos próprios).
  • Relatórios de Gestão Integrado 2024 e 2025 do CAU/SP: 15 e 19 acordos de cooperação (transparencia.causp.gov.br).
  • Plataforma da chapa eleita em 2023 (cópia de 26/04/2024 no Wayback Machine), proposta 34; Plataforma eleitoral da Chapa 1 (2026), eixo 2, proposta 14.
  • Colégio Eleitoral do CAU/SP 2026: 76.163 profissionais (CEN-CAU/BR).
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Chapa 2 RESETReconstrução, Escuta, Suporte, Equidade, Transparência. Eleições CAU/SP 2026. Responsável: Eder Roberto da Silva. Dúvidas: juridicochapareset@gmail.com

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