A Chapa 2 RESET propõe que o CAU/SP use o peso de 76.163 profissionais para negociar acesso a softwares, bases de dados e ferramentas de trabalho por parcerias institucionais, com critérios públicos e sem favorecer fornecedor. É a proposta número 16 do caderno. Sozinho, o autônomo paga o preço de tabela; em conjunto, a categoria tem poder de negociação.
Que o CAU/SP negocie, em nome da categoria, acesso a ferramentas que o profissional hoje paga sozinho ou não consegue pagar: software de projeto e modelagem, bases de dados urbanos e cartográficos, normas técnicas, bibliotecas de componentes, serviços de nuvem. O caminho é a parceria institucional: convênio com universidades, órgãos públicos, entidades da categoria e, quando for o caso, com fornecedores, sempre por chamamento público e critério transparente. A proposta 16 não é o CAU comprando licença para distribuir; é o CAU abrindo portas que o profissional sozinho não abre.
Ela se liga à 15 (BIM e automação), à 17 (canal de orientação sobre licenças e ferramentas livres), à 18 (suporte a pequenos escritórios), à 108 (parcerias para acesso a softwares, equipamentos e serviços para jovens) e à 75 (critérios públicos e transparentes para convênios, parcerias e apoios).
Porque a conta de ferramenta virou uma das maiores despesas fixas do escritório pequeno. Licença anual de software de projeto, assinatura de modelagem, acesso a norma técnica, serviço de renderização: somado, é um valor que pesa mais no autônomo do interior do que no escritório grande da capital, que dilui o custo em dezenas de projetos. Muitos profissionais resolvem isso com cópia irregular, e aí trabalham com medo e sem suporte. Outros simplesmente não usam, e perdem mercado.
Dado público é outro gargalo. Base cartográfica, cadastro territorial, mapa de risco, zoneamento em formato aberto: tudo isso existe em órgãos estaduais e municipais, mas chega ao profissional de forma espalhada, em formato que não serve ou mediante pedido demorado. Um convênio do CAU/SP com o órgão que produz o dado resolve de uma vez para todos os 76 mil.
A Lei 12.378/2010 autoriza o CAU/SP a firmar convênios com entidades públicas e privadas (art. 34, inciso XIV), com recursos próprios (parágrafo 1º). A condição que a chapa acrescenta é a da proposta 75: critério público, chamamento aberto e prestação de contas. Parceria sem critério vira favorecimento, e isso a chapa não quer.
Tudo isso é competência do CAU/SP, com recursos próprios. Não depende do CAU/BR.
A plataforma da chapa eleita em 2023 previa descontos em software de padrão aberto (proposta 34 daquele programa). No levantamento em fontes públicas até 13/10/2026, não localizamos acordo de acesso a software ou a bases de dados mantido pelo CAU/SP para os profissionais; o site do Conselho registra divulgação de eventos de terceiros sobre o tema. Os relatórios de gestão registram 15 acordos de cooperação em 2024 e 19 em 2025, com órgãos públicos e entidades, sem menção a acesso a ferramentas de trabalho. A plataforma da Chapa 1 para 2026 fala em "reduzir barreiras para autônomos, pequenos escritórios" no acesso à tecnologia (eixo 2, proposta 14). Se existir ação que não tivermos encontrado, corrigimos este artigo.
Acesso a softwares, dados e ferramentas por parcerias institucionais. Se faz sentido pra você, entre na rede da chapa e vote dia 5 de novembro.
Pode, por convênio (Lei 12.378/2010, art. 34, XIV), desde que por chamamento público, com critérios transparentes e sem exclusividade que favoreça um fornecedor (proposta 75).
Não. É o CAU negociando condição coletiva: desconto, acesso a dado público, ferramenta livre com suporte. O profissional escolhe se usa.
Não. O edital é aberto a quem atender aos critérios, e o resultado é publicado. O CAU/SP não recomenda marca nem exclui concorrente.
Por convênio com o órgão que produz o dado (estado, município, universidade). O CAU/SP disponibiliza aos profissionais em formato que sirva ao projeto.
