A Chapa 2 RESET propõe que o CAU/SP apoie a integração de BIM, modelagem paramétrica e automação ao trabalho do arquiteto e urbanista: orientação, capacitação, referências de processo e defesa de que a exigência de BIM em obra pública não exclua o escritório pequeno. É a proposta número 15 do caderno. BIM deixou de ser diferencial e virou condição de entrada em muitos mercados.
Que o Conselho ajude a categoria a adotar as tecnologias que já estão mudando o jeito de projetar: BIM (o modelo digital da edificação com toda a informação dentro), modelagem paramétrica (projeto que responde a regras e variáveis) e automação (rotinas que fazem sozinhas a parte repetitiva). A proposta 15 não manda ninguém usar nada. Ela cuida de três coisas: capacitação acessível, referência de como integrar essas ferramentas ao processo de um escritório comum, e posição do CAU/SP para que a exigência de BIM por órgão público venha com prazo, apoio e critério, e não como barreira a quem é pequeno.
Ela conversa com a 11 (capacitação em IA), a 16 (acesso a softwares, dados e ferramentas por parcerias institucionais), a 17 (canal de orientação sobre licenças e ferramentas livres), a 18 (suporte a pequenos escritórios na modernização) e a 12 (protagonismo do arquiteto na transformação digital).
Porque a exigência de BIM já chegou às contratações públicas e às construtoras grandes, e quem não entrega modelo fica fora da licitação e da parceria. O escritório da capital com equipe de dez pessoas se adaptou. O autônomo do interior, que faz projeto residencial e reforma, olha o preço da licença, o tempo do curso e a curva de aprendizado e conclui que não dá. O resultado é um mercado em duas velocidades, em que o pequeno fica com o que o grande não quer.
BIM, paramétrico e automação também são ganho direto de produtividade: compatibilização que antes levava dias, quantitativo que sai do modelo, revisão que não exige redesenhar tudo. Quem domina entrega mais rápido e cobra melhor. É mercado de trabalho e é benefício ao profissional, os dois temas que lideram o levantamento feito pela coordenação da chapa com a base de São Paulo (46% e 51%).
Orientar e pugnar pelo aperfeiçoamento do exercício da profissão está no art. 24, parágrafo 1º, da Lei 12.378/2010. Representar a categoria perante órgãos públicos que exigem BIM está no art. 34, inciso XII. A proposta 15 usa as duas.
Capacitar, orientar, firmar convênios e representar é competência do CAU/SP. Não depende de resolução do CAU/BR.
A plataforma da chapa eleita em 2023 previa adesão à estratégia nacional de BIM e descontos em software de padrão aberto (proposta 34 daquele programa). No levantamento feito em fontes públicas até 13/10/2026, o site do CAU/SP registra divulgação de eventos de terceiros sobre BIM; não localizamos programa próprio de capacitação em BIM nem acordo de acesso a software mantido pelo CAU/SP. A plataforma da Chapa 1 para 2026 fala em "apoiar a incorporação de IA, BIM, automação e outras tecnologias" (eixo 2, proposta 16). Se existir ação que não tivermos encontrado, corrigimos este artigo.
Integração de BIM, modelagem paramétrica e automação. Se faz sentido pra você, entre na rede da chapa e vote dia 5 de novembro.
Não. O Conselho não define ferramenta de trabalho. A proposta apoia quem quer adotar e defende que a exigência de órgãos públicos venha com prazo e critério que não excluam o pequeno.
Pode firmar convênios e parcerias institucionais (Lei 12.378/2010, art. 34, XIV), com recursos próprios e critérios públicos (proposta 75). A proposta 16 trata disso em detalhe.
O caderno de referência da fase 1 é escrito justamente para o escritório de uma a três pessoas: o que vale a pena adotar, em que ordem e como cobrar por isso.
Capacitação, convênio e representação são do CAU/SP. Só regra nacional de RRT ou de padrão do sistema do CAU passa pelo CAU/BR, e a chapa propõe (art. 34, XI).
