A Chapa 2 RESET propõe que o CAU/SP publique um guia de boas práticas de inteligência artificial: um manual prático, em linguagem simples, com o que a ferramenta faz bem, como usar em cada etapa do trabalho, como proteger autoria e dado do cliente e o que nunca delegar à máquina. É a proposta número 14 do caderno e faz parte da bandeira 02, IA para conquistar cliente.
Que o CAU/SP escreva e mantenha atualizado um guia de boas práticas de IA para arquitetos e urbanistas. Não é curso (isso é a proposta 11) nem carta de princípios (isso é a 13). É o manual de uso: como pedir à ferramenta uma imagem de estudo que o cliente entenda, como revisar texto gerado antes de entregar, como conferir norma e legislação que a máquina cita, que dado de cliente nunca colocar num serviço online, como registrar no contrato o uso de IA, e como guardar a prova de que a decisão técnica foi do profissional.
A proposta 14 se liga à 11 (capacitação), à 13 (princípios éticos com o CAU/BR), à 17 (canal de orientação sobre tecnologia, licenças e ferramentas livres), à 50 (protocolos de IA no ensino) e à 115 (apoio aos profissionais de longa trajetória nas ferramentas digitais).
Porque o profissional não vai lembrar da aula na hora em que o cliente mandar a imagem às 22h de uma sexta. Guia é o que se abre na hora da dúvida. E a dúvida é concreta: posso usar essa imagem na proposta? Esse memorial escrito pela máquina está certo? Posso subir a planta do cliente nessa ferramenta? Como cobro por um trabalho que fiz em metade do tempo? Hoje cada arquiteto responde sozinho, e muitos respondem errado por falta de referência.
O guia também nivela. O escritório grande da capital tem gente para testar ferramenta e definir procedimento interno. O autônomo do interior não tem. Quando o Conselho publica um manual com o que funciona, o pequeno passa a ter o mesmo ponto de partida do grande. No levantamento da coordenação da chapa com a base de São Paulo, "benefícios ao profissional" alcança 51% dos arquitetos e urbanistas. Guia gratuito, útil e atualizado é benefício que a anuidade deveria pagar.
Orientar o exercício da profissão é função direta do Conselho na Lei 12.378/2010 (art. 24, parágrafo 1º). Um guia de boas práticas é a forma mais barata e mais rápida de cumprir essa função num tema que muda a cada mês.
Escrever, consultar e publicar o guia é competência do CAU/SP. Não depende de resolução do CAU/BR. Se algum ponto exigir regra nacional, o CAU/SP propõe (art. 34, inciso XI).
O CAU/SP criou em outubro de 2024 uma Câmara Temática de Inteligência Artificial, com primeira reunião em 19/11/2024, para avaliar impactos das tecnologias na arquitetura e urbanismo, segundo notícia do Conselho. A plataforma da Chapa 1 para 2026 fala em "oferecer referências para autoria, propriedade intelectual, proteção de dados, transparência, validação das informações e responsabilidade profissional diante de sistemas digitais e de inteligência artificial" (eixo 2, proposta 19). Não encontramos registro público de guia de boas práticas de IA publicado pelo CAU/SP até outubro de 2026. Se existir e não tivermos encontrado, corrigimos este artigo.
Guia de boas práticas de IA do CAU/SP. Se faz sentido pra você, entre na rede da chapa e vote dia 5 de novembro.
Não indica marca. Descreve tipos de ferramenta, o que cada tipo faz bem e os cuidados. A proposta 17 cria o canal para dúvidas sobre licença e ferramentas livres.
Não. Orientar o exercício profissional é competência do CAU/SP (Lei 12.378/2010, art. 24, parágrafo 1º). Só a parte de ética que virar regra nacional passa pelo CAU/BR, pela proposta 13.
Custo baixo: é trabalho de grupo de profissionais e publicação no site. Meta a definir com a coordenação: primeira versão nos primeiros seis meses de gestão.
Precisa, pelo menos o capítulo de proteção: como reconhecer quando o cliente ou o concorrente está usando, e o que exigir num projeto feito com IA que chega ao seu escritório.
