A Chapa 2 RESET propõe que o CAU/SP defenda todas as formas legítimas de atuação do arquiteto e urbanista, sem critérios de seletividade: interiores, paisagismo, obra, urbanismo, ensino, serviço público, autônomo ou empresa. É a proposta número 3 do caderno. A ideia é simples: quem tem registro ativo e atua dentro da lei tem direito ao mesmo Conselho.
Que o CAU/SP trate todo campo de atuação legítimo como campo de atuação de verdade. A profissão é exercida de muitas maneiras: projeto de edificação, arquitetura de interiores, paisagismo, planejamento urbano, patrimônio, ensino, pesquisa, serviço público, laudos, consultoria, gestão de obra. A proposta 3 diz que o Conselho não pode escolher quais dessas formas merecem orientação, defesa e visibilidade e quais ficam de fora.
Ela conversa com outras do caderno: a 33 (reconhecer campos de atuação pouco valorizados), a 34 (mapear os campos de atuação como instrumento de gestão), a 53 (reconhecer Interiores como campo estratégico), a 55 e a 81 (defender atribuições diante de conflitos com outras profissões e editais restritivos).
Porque uma parte grande da categoria sente que paga anuidade para um Conselho que não a enxerga. A coordenação da chapa estima que a Arquitetura de Interiores reúne uma fatia expressiva do eleitorado paulista e que esse grupo, historicamente, pouco participa das eleições do CAU. Quem faz reforma de apartamento, quem assina laudo, quem dá aula ou quem trabalha numa prefeitura do interior tem a mesma carteira do CAU que quem projeta um edifício na capital. A diferença está no apoio que recebe.
Seletividade aparece de formas concretas: edital público que exclui arquiteto de função que é dele; evento e capacitação só para um perfil; orientação técnica que ignora a reforma residencial, que é onde a maioria trabalha. A proposta 3 é a régua para medir o resto do caderno: toda política do CAU/SP tem de alcançar todos os perfis.
O mesmo vale para quem está fora do projeto tradicional: o professor que precisa de RRT de cargo e função (proposta 45), o servidor público que responde tecnicamente por obra da prefeitura (proposta 92), o profissional com mais de 60 anos que ainda atua e enfrenta preconceito etário (proposta 113). Cada um deles é arquiteto e urbanista por inteiro, paga a mesma anuidade e tem direito ao mesmo Conselho. Conselho que escolhe quem defender deixa de ser Conselho de todos.
As fases 1 e 3 são competência direta do CAU/SP. A fase 2 combina o que o CAU/SP faz (fiscalizar, representar) com o que ele propõe ao CAU/BR.
Há registros públicos de ações nessa direção. Em 01/08/2024 o CAU/SP instituiu uma Comissão Temporária de Arquitetura de Interiores. Em março de 2026, o Conselho obteve na Justiça a suspensão de concursos públicos dos municípios de Guariba e Santa Isabel que excluíam arquitetos de cargos que são da profissão. A plataforma da Chapa 1 para 2026 fala em "enfrentar restrições indevidas ao pleno exercício profissional" e em "defender as atribuições". A proposta da Chapa 2 é tornar isso regra permanente, com mapa de campos de atuação e política para todos os perfis, e não ação caso a caso.
Defender todas as formas legítimas de atuação, sem critérios de seletividade. Se faz sentido pra você, entre na rede da chapa e vote dia 5 de novembro.
Não. Quem especifica as áreas privativas e compartilhadas é o CAU/BR (Lei 12.378/2010, art. 3º, parágrafo 1º). O CAU/SP fiscaliza o cumprimento, representa a categoria perante órgãos públicos e propõe mudanças ao CAU/BR.
Não. A proposta fala em formas legítimas de atuação: profissional com registro ativo, dentro das atribuições e com responsabilidade técnica. Exercício ilegal continua sendo caso de fiscalização.
A comissão (proposta 54) é um dos instrumentos. A proposta 3 é o princípio por trás dela: nenhum campo de atuação fica sem política do Conselho.
Pelo mapa de campos de atuação (proposta 34) e pelos indicadores públicos de atendimento (proposta 35), que a chapa quer publicar com regularidade.
