A Chapa 2 RESET propõe que o CAU/SP apresente ao CAU/BR uma revisão do RRT Múltiplo Mensal, criando uma opção desonerativa para serviços de consultoria e assessoria de baixa complexidade. É a proposta 63 do caderno e faz parte da bandeira 04, "Custo do CAU na mesa". Quem decide as regras do RRT é o CAU/BR; o CAU/SP propõe, com dados, e orienta o profissional enquanto a mudança não vem.
Propor ao CAU/BR a revisão do RRT Múltiplo Mensal, com uma opção desonerativa para serviços de consultoria e assessoria de baixa complexidade. É a proposta 63 do caderno, no bloco de Arquitetura de Interiores, e integra a bandeira 04, "Custo do CAU na mesa", ao lado das propostas 107, 62 e 27.
O RRT Múltiplo Mensal é uma modalidade criada por resolução do CAU/BR para que o profissional registre, num único documento mensal, vários serviços pequenos do mesmo tipo. A ideia da modalidade é boa. O diagnóstico da chapa, construído com profissionais de interiores, é que ela ainda pesa demais para quem vive de consultoria rápida: a visita técnica, a orientação de compra de acabamentos, o parecer sobre uma reforma pequena, a assessoria de duas horas. Para esses serviços, a proposta é uma opção de registro mais leve, sem abrir mão da responsabilidade técnica.
Porque o custo do registro precisa ter proporção com o serviço. Em 2026 o RRT custa R$ 131,04, valor definido pelo CAU/BR. Quando o registro custa uma parte grande do que o profissional recebe pela consultoria, acontece uma de duas coisas: ou o serviço fica mais caro para o cliente, ou o profissional deixa de registrar. As duas são ruins. A primeira tira trabalho; a segunda tira acervo técnico, proteção jurídica e deixa o profissional exposto à fiscalização.
Essa conta importa para o Conselho também. O RRT representa 45% da arrecadação do CAU/SP, segundo o Relatório de Gestão Integrado de 2025. Um registro proporcional ao serviço tende a trazer para dentro do sistema trabalhos que hoje ficam fora, o que fortalece o acervo da categoria e a própria fiscalização.
No levantamento feito pela coordenação da chapa com a base paulista, "benefícios ao profissional" alcança 51% dos arquitetos e urbanistas. Custo do RRT é parte central dessa conversa, e nenhuma das outras chapas trata do assunto em sua plataforma.
O limite é claro: as regras do RRT, inclusive as do Múltiplo Mensal, são definidas por ato do CAU/BR (art. 45, parágrafo 1º). O CAU/SP não pode criar uma modalidade nova por conta própria. O que pode, e a proposta promete, é fazer a lição de casa com dados, ouvir a categoria e levar a proposta pronta.
Não encontramos registro público de proposta do CAU/SP ao CAU/BR sobre o RRT Múltiplo Mensal entre 2024 e 2026. O CAU/SP instituiu uma Comissão Temporária de Arquitetura de Interiores em 1º de agosto de 2024. A plataforma da chapa da situação não menciona o valor nem as modalidades do RRT. Se existir registro e não tivermos encontrado, corrigimos este artigo.
Propor ao CAU/BR revisão do RRT Múltiplo Mensal, com opção desonerativa para consultoria e assessoria de baixa complexidade. Se faz sentido pra você, entre na rede da chapa e vote dia 5 de novembro.
Não. As regras do RRT são definidas por ato do CAU/BR (Lei 12.378/2010, art. 45, parágrafo 1º). O CAU/SP pode propor (art. 34, inciso XI) e orientar sobre as modalidades que já existem.
É proposta com caminho definido: dados, consulta à categoria e encaminhamento formal ao CAU/BR, com acompanhamento público. A orientação sobre como usar bem o RRT Múltiplo Mensal hoje não depende de ninguém e começa logo.
Não. A opção desonerativa é sobre custo e forma de registro, não sobre responsabilidade. O serviço continua registrado e o profissional continua respondendo por ele.
Não há prazo legal para o CAU/BR decidir sobre sugestões dos estaduais. Por isso a chapa se compromete a protocolar nos primeiros meses de gestão e a publicar o andamento.
