A Chapa 2 RESET propõe simplificar o RRT de Arquitetura de Interiores dentro do CAU/SP e levar ao CAU/BR uma proposta formal de revisão de valores, descontos e regras. É a proposta 62 do caderno e integra a bandeira 04, "Custo do CAU na mesa". O valor do RRT é fixado pelo CAU/BR; o CAU/SP propõe, defende e simplifica o que é dele.
Simplificar o RRT de Arquitetura de Interiores e propor ao CAU/BR a revisão de valores, descontos e regras. É a proposta 62 do caderno, dentro do bloco de Arquitetura de Interiores, e faz parte da bandeira 04, "Custo do CAU na mesa", junto com as propostas 107, 63 e 27.
A proposta tem duas partes, e é importante separar. A primeira é o que o CAU/SP faz sozinho: orientar, simplificar o atendimento e tirar a dúvida de quem registra reforma, projeto de interiores e especificação. A segunda é o que depende do CAU/BR: o valor do RRT, as regras de desconto e a definição de quais serviços de interiores exigem registro. Nessa parte, o papel do CAU/SP é propor e defender, com argumento e número. Não é decidir.
Porque o RRT é o custo que o arquiteto de interiores paga a cada trabalho. Uma reforma de apartamento, um projeto de loja, um consultório: cada um gera um registro. Em 2026 o RRT custa R$ 131,04 por registro, valor definido pelo CAU/BR. Para quem faz muitos serviços pequenos, o peso é maior do que para quem assina uma obra grande por ano.
E o RRT não é dinheiro pequeno para o Conselho: representa 45% da arrecadação do CAU/SP, segundo o Relatório de Gestão Integrado de 2025. É justo, então, que o profissional de interiores saiba para onde vai esse dinheiro e tenha voz na revisão das regras.
Há ainda o problema da dúvida. Em 2025, o RRT foi o principal motivo de atendimento no CAU/SP: 9.974 contatos, segundo o mesmo relatório. Muita gente ainda não sabe qual atividade de interiores exige registro, como preencher, quando cabe baixa ou substituição. Dúvida vira erro, erro vira retrabalho ou multa.
A coordenação da chapa resume assim: o profissional lembra do CAU em dois momentos, quando paga a anuidade e quando gera o RRT. Mudar essa memória começa por tornar o RRT claro, simples e proporcional ao serviço prestado.
O que o CAU/SP não pode fazer: mudar o valor do RRT por conta própria. A lei diz que as regras do RRT são definidas por ato do CAU/BR (art. 45, parágrafo 1º). Prometer "RRT mais barato" sem passar pelo CAU/BR seria promessa vazia. A proposta 62 é honesta nesse ponto: simplifica o que é estadual e propõe o que é nacional.
O CAU/SP instituiu uma Comissão Temporária de Arquitetura de Interiores em 1º de agosto de 2024 e realizou eventos sobre o tema. Não encontramos registro público de proposta formal do CAU/SP ao CAU/BR sobre valores, descontos ou regras do RRT de Interiores. A plataforma da chapa da situação fala em "ampliar a orientação para uma atuação mais segura e qualificada em Arquitetura de Interiores" e não menciona o custo do RRT. Se existir registro e não tivermos encontrado, corrigimos este artigo.
Simplificar o RRT de Interiores e propor ao CAU/BR revisão de valores, descontos e regras. Se faz sentido pra você, entre na rede da chapa e vote dia 5 de novembro.
Não sozinho. A Lei 12.378/2010 (art. 45, parágrafo 1º) diz que as regras do RRT são definidas por ato do CAU/BR. O que o CAU/SP pode fazer é propor a revisão (art. 34, inciso XI) e simplificar o atendimento e a orientação, que são dele.
O guia prático do RRT de Interiores e o atendimento dedicado nas regionais. Isso é orientação, competência do próprio CAU/SP, e pode sair nos primeiros meses de gestão.
Esta proposta é sobre interiores. A 63 trata do RRT Múltiplo Mensal e a 107 trata de taxas, anuidade e RRT para o recém-formado. As três fazem parte da mesma bandeira.
Porque São Paulo responde por 27,4% da arrecadação nacional do CAU e tem 76.163 profissionais no colégio eleitoral de 2026. Uma proposta com dados e com o apoio da maior base do país não passa despercebida.
