A Chapa 2 RESET propõe que o CAU/SP publique referências técnicas de desempenho ambiental e energético voltadas ao projeto de Interiores: normas, etiquetagem, critérios de especificação de materiais e conforto. É a proposta 59 do caderno. O Conselho não cria norma; ele orienta o profissional a usar bem as que existem.
Publicar e manter referências técnicas do CAU/SP sobre desempenho ambiental e energético aplicadas ao projeto de Interiores. Em termos práticos: um conjunto de materiais, em linguagem de projeto, que reúna o que o profissional precisa saber para especificar com responsabilidade: a norma de desempenho de edificações (ABNT NBR 15575), a etiquetagem de eficiência energética de edificações do Inmetro, critérios de conforto térmico, lumínico e acústico em ambientes internos, e como ler declarações ambientais de produto na hora de escolher material.
A proposta 59 está no bloco "Arquitetura de Interiores" e dialoga com o Eixo 4 do caderno: a 20 (adaptação às mudanças climáticas), a 21 (eficiência energética e descarbonização) e a 22 (especificação ambientalmente responsável, com ciclo de vida e declaração ambiental de produto). Liga-se também à 57 (capacitação permanente) e à 5 (orientação sobre relações comerciais e conflitos de interesse).
Porque é o profissional de Interiores quem especifica a maior parte do que entra num ambiente depois que o edifício fica pronto: revestimento, iluminação, ar-condicionado, esquadria, mobiliário. Cada escolha afeta a conta de luz do cliente, o conforto, a durabilidade e o descarte. O mercado sabe disso e empurra para o arquiteto um volume enorme de "selo verde" de fabricante, sem que exista uma referência independente para separar o que é desempenho medido do que é propaganda.
O Conselho é o lugar certo para essa referência. Orientar o exercício da profissão e pugnar pelo seu aperfeiçoamento é função do CAU (Lei 12.378/2010, art. 24, §1º), e a especificação é atividade do arquiteto e urbanista listada no art. 2º da mesma lei. Uma referência do Conselho não tem fabricante por trás, o que a torna confiável, e isso conversa direto com a bandeira 03 da chapa (reserva técnica com regra clara): quem especifica por desempenho, com critério público, não precisa de comissão de loja.
O que o CAU/SP não faz: não cria norma técnica (isso é da ABNT), não concede selo nem certifica produto (isso é do Inmetro e de organismos acreditados), não recomenda marca. Ele reúne, traduz e orienta.
Custo: produção de conteúdo técnico, com recursos próprios. Sem convênio com fabricante, por regra.
A gestão atual firmou acordo com o Ministério do Meio Ambiente e participou da COP30, em Belém, em novembro de 2025, com a "Casa da Arquitetura e Urbanismo" e mais de 100 atividades (R$ 850 mil executados). A plataforma da chapa da situação em 2026 propõe "fortalecer a especificação técnica como parte essencial do trabalho profissional, incorporando critérios de desempenho, sustentabilidade, tecnologia, durabilidade, circularidade, rastreabilidade, carbono" (proposta 5) e dedica o terceiro eixo à responsabilidade ambiental. Não encontramos registro público de guia ou referência técnica do CAU/SP sobre desempenho ambiental e energético para projetos de Interiores. Se existir e não tivermos encontrado, corrigimos este artigo.
Referências técnicas de desempenho ambiental e energético. Se faz sentido pra você, entre na rede da chapa e vote dia 5 de novembro.
Não. Certificação e etiqueta são do Inmetro e de organismos acreditados; norma técnica é da ABNT. O CAU/SP orienta o profissional a usar bem o que existe, sem recomendar marca.
Tem. Quem especifica por desempenho, com critério público e independente, não depende de comissão de fornecedor. A referência do Conselho fortalece a bandeira 03 da chapa (propostas 5 e 85).
Não. Orientação técnica é competência direta do CAU/SP (art. 24, §1º, da Lei 12.378/2010).
Primeira versão no primeiro ano de gestão, com atualização a cada revisão de norma. Meta a definir com a coordenação da chapa.
