A Chapa 2 RESET propõe campanhas permanentes do CAU/SP dirigidas a síndicos e administradoras de condomínio sobre a ABNT NBR 16280, a norma que exige responsável técnico e plano de reforma em edificações. É a proposta 56 do caderno. Quando o condomínio cumpre a norma, o arquiteto de Interiores ganha trabalho e o morador ganha segurança.
Fazer campanhas permanentes, e não ações isoladas, dirigidas a síndicos e administradoras de condomínio sobre a ABNT NBR 16280, a norma técnica de reforma em edificações. A norma exige que toda reforma em unidade ou área comum tenha responsável técnico habilitado, plano de reforma e documentação, e dá ao síndico o papel de exigir isso. O problema: a maioria dos síndicos não conhece a norma, e boa parte das administradoras também não.
A proposta 56 está no bloco "Arquitetura de Interiores" e trabalha junto com a 57 (capacitação permanente, inclusive sobre a NBR 16280), a 61 (comunicação com condomínios, administradoras e incorporadoras), a 65 (integrar a fiscalização às bases municipais para localizar reformas sem RRT) e a 4 (campanhas educativas ao público sobre a relevância técnica do arquiteto).
Porque a norma de reformas é a maior fonte de trabalho legítimo e não aproveitado do campo. Cada reforma em apartamento, loja de shopping ou sala comercial que segue a NBR 16280 precisa de um profissional habilitado, com RRT. Cada reforma que não segue acontece com o pedreiro e o marceneiro decidindo onde fica a parede, sem projeto, sem responsável, com risco para a estrutura e para os vizinhos. O síndico que exige a norma protege o condomínio e abre mercado para o arquiteto. O que falta é ele saber disso.
O CAU/SP tem competência clara para isso. Orientar o exercício da profissão e valorizar a Arquitetura perante a sociedade está no art. 24, §1º, da Lei 12.378/2010. Fiscalizar o exercício profissional, inclusive em reformas sem responsável técnico, está no art. 34, inciso VIII. Firmar convênios com entidades, como as associações de síndicos e de administradoras, está no inciso XIV. Campanha para síndico não é favor: é fiscalização preventiva, que é a forma mais barata e mais eficaz de fiscalizar.
E há um ponto de compliance que a chapa respeita: campanha do Conselho é institucional, sem marca de empresa nem indicação de profissional. O síndico recebe a informação e a lista pública de registrados; quem ele contrata é escolha dele.
Custo: produção de material e comunicação, com recursos próprios do CAU/SP. É das ações mais baratas do caderno em relação ao mercado que abre.
O Relatório de Gestão Integrado de 2025 registra 283 ações de fiscalização em condomínios novos na capital naquele ano e uma ação no Litoral Norte, em outubro de 2025, com 135 obras verificadas. A plataforma da chapa da situação em 2026 propõe "ampliar a orientação para uma atuação mais segura e qualificada em Arquitetura de Interiores, da contratação e responsabilidade técnica ao acompanhamento da execução de reformas e obras" (proposta 4). Não encontramos registro público de campanha permanente do CAU/SP dirigida a síndicos e administradoras sobre a NBR 16280. Se existir e não tivermos encontrado, corrigimos este artigo.
Campanhas a síndicos e administradoras sobre a NBR 16280 (reformas). Se faz sentido pra você, entre na rede da chapa e vote dia 5 de novembro.
Não. Norma técnica é da ABNT e sua exigência depende do regulamento do condomínio e da legislação local. O CAU/SP orienta, faz campanha e fiscaliza o exercício profissional nas reformas, que é o que a lei permite.
Não. Campanha institucional não indica profissional nem usa marca de empresa. O síndico recebe a informação e a consulta pública de registrados; a escolha é dele.
Não. Orientação, convênios e fiscalização são competência do CAU/SP (art. 24, §1º, e art. 34, incisos VIII e XIV).
Cartilha e modelo de regulamento nos primeiros meses de gestão, com recursos próprios. A campanha permanente começa no primeiro ano. Meta a definir com a coordenação da chapa.
